Katherine Bouman com os HD’s que armazenaram as informações que seu algoritmo reconstruiu na primeira imagem já registrada de um buraco negro. (Foto: Reprodução HET)

Fico tão feliz em ver a representatividade das mulheres no mercado de trabalho, principalmente ocupando cargos que são “categorizados” por algumas pessoas como “exclusivamente à homens”. No dia 10 de abril, a pesquisadora Katherine Louise Bouman, de 29 anos, foi uma das responsáveis por desenvolver algoritmos – uma sequência finita de ações executáveis que visam obter uma solução para um determinado tipo de problema –, que montaram a primeira imagem de um buraco negro. A importância desse feito para a ciência colocou em debate o trabalho feminino e críticas sexistas, duvidando da capacidade intelectual de Katherine pelo simples fato da principal responsável pela descoberta ser uma mulher.

Os buracos negros são aglomerados com uma enorme massa de matéria concentrada em um volume reduzido, o que leva à distorção do espaço-tempo. A teoria geral da relatividade de Albert Einstein previa que qualquer estrela ou fóton que passasse perto do buraco negro seria capturado pela gravidade.

De acordo com a divulgação feita pela Revista Galileu, nos ataques, os críticos disseram que a cientista estava recebendo “muito crédito” pelo trabalho. Desde o momento que passou a receber reconhecimento, Katherine ressaltou que o trabalho era de toda a equipe – ao todo, 200 cientistas participaram do projeto, sendo 40 mulheres. A pesquisadora foi responsável por liderar uma das equipes fundamental para o registro. Katherine é doutora em engenharia elétrica e ciência da computação pelo Massachussets Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos e está cursando pós-doutorado em Harvard. Ela trabalhou no código por quase seis anos, desde a época em que era aluna da graduação.

Todo o desempenho de Katherine transforma o nosso próprio pensamento em relação ao desenvolvimento profissional de uma mulher. Sempre fui ativista pela igualdade entre os gêneros, e percebo que o cotidiano em alguns momentos pode forçar a nossa eficiência, seja por comentários ou atitudes maldosas. Nós somos a nossa própria liberdade, de querer e ser quem quisermos.

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