Cassiane Muchalak, 35 anos, empreendedora e agricultura. (Fotos: Acervo Pessoal)

Sejam agricultoras, pecuaristas, cooperadas ou profissionais do setor, as mulheres têm mostrado cada vez mais competência no comando de empresas no campo. Cassiane Muchalak, 35 anos, é empreendedora e agricultura. Atua como Conselheira do CME (Conselho da Mulher Empresária) da ACIASMS (Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de São Mateus do Sul) e hoje ela administra as empresas Loja Zipperer, em São Mateus do Sul, e Batatas Horizonte, em Palmas (PR), junto com sua irmã Cristiane Muchalak.

A empresa da família atua nos setores de cereais (milho, soja e feijão), suinocultura (granja de suínos desde a cria até o abate) e de 2007 para cá também desenvolve o cultivo da batata. São 80 alqueres de batata “ágata”, para o consumo, e a “atlantic”, aquela própria para fritura. Numa safra de dezembro a junho, a empresa emprega mais de 40 funcionários somente no beneficiamento, e vários outros para a colheita.

Junto com seu irmão, Guilherme, e seu pai Eugênio, Cassiane era responsável somente pela gestão de funcionários, organização financeira e fiscal e documentação da empresa. Depois que seu irmão saiu da empresa, em 2019, ela está também na parte operacional, onde precisa verificar o tempo de planta, quais técnicas incluir, preparo de solo, plantio, todas as aplicações de determinados produtos, insumos, compra de implementos, ir na roça para verificar de perto a colheita e depois o beneficiamento de batata.

Roni José Gomes, há 13 anos na empresa, é o gerente de operação de plantio de batata, e auxilia todo o planejamento e a execução das tarefas. “A maior dificuldade é a parte técnica, correção de solo, saber o que vai aplicar, e para me auxiliar eu conto com os agrônomos e o Roni, que sempre está disposto a me ensinar. Além disso acompanho palestras on-line, me aprofundo em leituras e acompanho o funcionamento na prática para aprender, adquirir mais conhecimentos e informações”, explica Cassiane.

Cassiane e sua irmã Cristiane Muchalak.

As mulheres têm sido parte fundamental da agricultura, principalmente a familiar, que passa de pai para filho, nesse caso filhas. No início sempre existem dificuldades, principalmente com funcionários, pois as mulheres têm mais controle da situação, querem saber mais informações, reduzir custos.

Com Cassiane não foi diferente. “A mulher consegue fazer mais coisas e pensa na frente. Vê o hoje mas pensa no futuro também, encara os desafios com mais facilidade, ela tem o desejo de se atualizar, tem visão ampla, trabalha bastante na parte operacional para baixar o custo, pensa na produção e no desenvolvimento da empresa. Isso eu tive uma certa dificuldade no começo. Pensei até em desistir. O mais desafiador foi entender a parte técnica e operacional, pois não tenho nenhuma graduação nesse setor. Uma empresa que está sobre minha responsabilidade. Além disso, a adequação com funcionários foi difícil no início também. Alguns homens, principalmente, ficavam receosos com a minha cobrança. Hoje eles já estão acostumados”, comenta Cassiane, que é formada em Psicologia e viu no ramo da agricultura a chance de trabalhar e desenvolver outra atividade, bem diferente.

E este desafio hoje também é de muitas outras mulheres, que assim como Cassiane, estão na agricultura. Umas já trabalham desde pequenas, outras buscam através de estudo se aperfeiçoar na teoria para depois, na prática, fazer a diferença. Com curiosidade e vontade de empreender as mulheres buscam seu espaço nesse setor.

A ACIASMS, bem como o Conselho da Mulher Empresária apoia e está disponível para auxiliar a mulher empreendedora do agronegócio.

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