(Imagem: Reprodução Redes Sociais)

Não consigo imaginar como deve ter sido a reação das centenas de pessoas no momento em que a barragem deixou a limitação do seu espaço e veio cortando cidade à dentro. Brumadinho e todo o resto do país chora, sente medo e uma porção de dúvidas. Não é porque o fato não aconteceu em nossa região que não devemos nos preocupar. Isso tudo envolve nosso país e como administramos o que dele faz parte.

Sabe quando alguém faz alguma coisa errada e tempos depois, quando você espera que a pessoa tenha aprendido com o erro, ela vai lá e faz tudo de novo? Foi esse sentimento que milhares de pessoas sentiram ao ler a manchete que repetiu um fato que aconteceu há 3 anos no mesmo estado: o rompimento da barragem na cidade de Mariana. Em 2019 os danos à vida sobrepuseram os números do primeiro desastre, mas esses dados não diminuem em nada a irresponsabilidade e falta de cuidado dos dois casos.

Não há indenização que diminua o sofrimento de quem ainda não encontrou seus familiares soterrados em rejeitos de minério. Não há dinheiro que devolva a biodiversidade daquela cidade. A tragédia também se resume nos danos psicológicos de todos os sobreviventes, que terão que conviver, dia a dia, com a lembrança do dia 25 de janeiro.

No país em que seu povo gosta de abraçar “títulos”, o desastre em Brumadinho foi considerado o maior acidente de trabalho do país, e também poderá se tornar o segundo acidente industrial – denominação para desastres de larga escala causados por atividades empresariais – mais mortífero do século 21 em todo o mundo, segundo especialistas e rankings compilados pela BBC News Brasil.

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