(Imagem Ilustrativa)

Uma coisa precisa ficar bem clara: pedir pela volta do AI-5 é uma tremenda burrice. Não insinuo que todas as pessoas que acham que seria legal a volta do Ato sejam burras. Algumas apenas caíram nas falhas do nosso sistema de ensino. Um deputado pedir a volta do AI-5 talvez também não seja burrice – ele seria beneficiado? –, pode ser canalhice mesmo.

Defender qualquer tipo de censura, qualquer regime autoritário, qualquer ditadura ou meio de tortura é uma rotunda idiotice, a não ser que você se beneficie com isso de algum modo. Esse tipo de ideia que se ergue do lamaçal da história é muito útil para certas rábulas, para aqueles que detém poderes de origem duvidosa e para os bandidos de terno italiano que querem manter o anonimato de seus malfeitos.

O pior de tudo são os cidadãos comuns defendendo com unhas e dentes as declarações de “políticos” ou milicianos. É compreensível que passamos por uma época de radicalismos e tolice difusa, que nosso Congresso está longe de ser um arauto da integridade, mas defender a volta da ditadura está entre as coisas mais vis que a democracia permite que se faça. Viva a liberdade de expressão! E tomara que eu não conheça ninguém que defenda esse tipo de coisa, porque é demais! É demais! Defender a volta da ditadura sem ser você mesmo o ditador é como decretar dependência lisérgica.

Volto a dizer: quem defende a volta do AI-5 não é necessariamente burro, mas defende uma burrice sem tamanho. Então, se você não quer ser lembrado como um estúpido, boboca, imbecil, idiota, maluco, paspalho, néscio, jegue, torpe, anta, abobado e burro por aí, não saia por aí defendendo pensamentos obtusos.

Texto enviado por: Alexandre Douvan, acadêmico de Jornalista da UEPG.

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