Esta Semana

Não se Cale

Esta semana, foi marcada pelo início das Olimpíadas, momento histórico para o Brasil, olhos e coração voltados para o esporte, espírito olímpico transcendendo as pessoas que por ele são tocados.

Tudo muito lindo, mas entre coberturas de jogos, medalhas e louros, vemos algumas reportagens que não nos deixam sentir nada orgulhosos e só explicitam midiaticamente algo que tem sido cada vez mais mencionado e reverberado – o abuso e violência contra a mulher.

“Segurança do parque olímpico é preso por tentativa de estupro” – “Boxeador marroquino é detido por abusar de camareiras” – essas foram algumas das manchetes que estamparam as redes sociais e jornais nesta semana, vergonha olímpica que nos serve de alarde.

Seja em período de festa esportiva ou o resto do ano, no calendário das mulheres, o medo é algo constante em algumas situações e por causa desta infeliz constatação, vemos cada vez mais movimentos de mulheres e homens que sentem a necessidade de mudar essa triste realidade, o que nos surge como uma fagulha de esperança em meio a este turbilhão de irracionalidade, violência e falta de respeito.

Dados apontam que o Brasil é o quinto país no hanking mundial de violência contra a mulher, um dado alarmante que nos é confirmado todos os dias em notícias como as que vimos no início deste artigo. O que me assusta é visão deturpada de muitos sobre a violência contra a mulher, incriminando a própria vítima e de alguma forma tolerando e convivendo com ela.

As notícias, os traumas e as mortes comprovam que não há exagero e sim, desespero, nunca tivemos uma arma tão forte a nosso favor quanto a internet e os meios de comunicação a ela interligados, grupos de pessoas unem-se diariamente a causa e a luta feminista, dando voz e visibilidade a causa e a luta de milhões de mulheres.

Espero assim não estar somente jogando palavras ao vento e sim, deixar claro que sou mulher e luto contra o fim desta cultura abominável de violência, de aceitação e de consentimento. E é nosso dever como seres humanos prezar pelo respeito. Não se cale, não aceite, denuncie, grite e saiba que não está sozinha – ligue 180 e lute conosco.

Por olimpíadas onde as únicas notícias sejam de esportes e glórias.

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