(Imagem Ilustrativa)

Em debate nos últimos anos, o tamanho do estado está no centro das minhas mais profundas aflições. A diminuição da máquina pública, visando eficiência, modernização e desenvolvimento não pode ser apenas questão eleitoreira ou de gestão.

Afinal, o estado serve o cidadão ou o cidadão serve o estado? No Brasil, com o crescimento irrefreável do funcionalismo público, os cidadãos servem o estado.

Não tenho nada contra os funcionários públicos. Os que trabalham direito e são competentes merecem absoluto respeito. Mas quando toda uma sociedade só pensa na tal “estabilidade”, podemos perceber uma sociedade doente, sem desenvolvimento e sem perspectiva de criatividade e inovação.

Aliás, dizem que o Brasil é um país de gente criativa, feliz e trabalhadora. Será? Tudo bem que temos, sim, um povo que faz suas loucuras para sobreviver e driblar regulamentações e legislações obsoletas. Entretanto, não há criatividade e ânimo quando a maioria das pessoas almeja um cargo público e burocrático. O leviatã se alimenta do trabalho criativo, cada vez mais escasso no país.

Afinal de contas, qual o incentivo que falta para o Brasil decolar? Justamente a diminuição da máquina estatal, que passa a depender não só do sistema político, jurídico e legal, mas da mentalidade de toda uma população. E tudo isso faz lembrar o paradoxo de Garschagen: os brasileiros odeiam os políticos e amam o estado. Concluo, portanto, que nosso povo é uma contradição ambulante.

Como pequenas cidades podem mudar essa realidade, entrar no século XXI e fomentar o desenvolvimento? Fomentando o livre comércio, a competição e lutando por menores regulações, ou seja, tirando o estado (as prefeituras e câmaras de vereadores, no nosso caso) do caminho de quem quer empreender.

A competição entre municípios deve se dar em questões tributárias, regulamentárias, espaço físico, propaganda, etc. Divulgar a cidade é o papel do prefeito. Se na cidade vizinha tem uma empresa grande, deve-se buscar condições para que essa empresa – ou a concorrente – consiga migrar em um ambiente de negócios seguro e livre. “Get out of my way” deve ser o lema da população. Saia do meu caminho!

Devemos acabar com a mentalidade “farinha pouca, meu pirão primeiro”. A farinha só é pouca porque o estado, nosso maior sócio em tudo que fazemos, não produz absolutamente nada e atrapalha quem quer produzir. “Laissez-Faire, Laissez-Passer”, diziam os franceses advogando pelo livre mercado: deixa fazer, deixa passar. Liberdade econômica é a locomotiva do desenvolvimento e isso também é aplicável em pequenas cidades, tudo em favor da população.

Proponho aos vereadores uma grande reforma na legislação municipal, a fim de que se revogue regulações inúteis e obsoletas que, por certo, estão há muito atrapalhando o trabalhador.

Ronald Reagan, presidente americano na década de 80, dizia que o estado devia servir o povo, não o contrário. “We the people” são as palavras iniciais da constituição americana. “We the people” (nós, o povo) deveriam ser as palavras escritas na bandeira nacional.

Texto escrito por Lucian de Pauli Jaros, Estudante de Economia/UEPG.

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Redação do jornal Gazeta Informativa

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