Artigo de Opinião

Novas experiências e a metamorfose pessoal

(Imagem Ilustrativa)

Nós passamos por mudanças diariamente. Aprendemos, cuidamos, observamos e adquirimos (mesmo que não seja completamente visível) conhecimento de todos os ramos de nossa vida.

Quando estamos frente a frente com novas experiências, aprendemos que a vida não possui uma limitação concreta para o que se pode ou não conhecer, e tudo isso é completamente encorajador para traçar novos objetivos e sair da zona de conforto, que é algo que anda coladinho com o comodismo.

De acordo com a ciência, o conceito de metamorfose significa mudança. “É a transformação de um ser em outro. De uma forma em outra. No sentido figurado metamorfose é a mudança considerável que ocorre no caráter, no estado ou na aparência de um ser vivo. É a transmutação física e/ou moral”.

Estava lendo na semana passada um artigo de uma administradora que conta os principais pontos da metamorfose de uma borboleta e o quanto isso possui ligação com a vida humana. Ela intitulou em seu texto quatro principais pontos, que são: não é possível encontrar casulos prontos; um casulo é construído sem saber que a borboleta irá sair dali; pode-se viver mais tempo dentro de um casulo do que fora dele, como borboleta; dentro do casulo cabe apenas uma lagarta. Dentro do casulo vive-se só.

Se formos ler com calma todos estes pontos e nos colocarmos no lugar da própria borboleta, compreendemos que nossa fragilidade é lapidada de acordo com a nossa capacidade de fazer com que ela se transforme em resistência. Quando nascemos, o casulo da vida é moldado de acordo com o nosso afeto familiar, e tudo isso não vem de mãos beijadas, mas sim, da colaboração mútua para transformar e se modificar de acordo com a nossa necessidade pessoal.

Muitos se escondem no conforto fantasiado que um casulo pode oferecer; muitos acreditam que sair dele causa obstáculos psicológicos e duvidam da própria capacidade para vencê-los. “É muito comum usarmos outras pessoas como desculpas. Filhos, pais, maridos e esposas viram motivos de porque não podemos mudar. As grandes transformações só acontecem quando são genuínas. Quando acreditamos que aquilo realmente é o que nós queremos. Não é à toa que o casulo pressupõe um isolamento”, destaca a administradora em seu artigo.

Sabemos que a transformação da lagarta em borboleta traz uma nova perspectiva de vida para o inseto, que antes, vivia apenas no solo fixo. A duração de vida de uma borboleta varia de acordo com sua espécie, a qual existem mais de 160 mil. Algumas vivem meses, outras semanas e existem aquelas que podem viver menos de 24 horas.

Essa resolução de tempo e vida faz com que, após a saída do casulo, o inseto perceba sua mudança e aprenda com ela, tudo isso da maneira mais rápida e individual possível. Todos nós um dia queremos voar, mas poucos estão dispostos a construir o próprio casulo.

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