(Imagem Ilustrativa)

Uma semana antes do Natal, no final de 2020, escrevi um texto, publicado aqui, com o título “Sinais”. Citava os imaginários sinais que alguns astros e fenômenos naturais trazem e que foram interpretados pelas civilizações ao longo da História. Pois bem, neste fim de 2021, temos novos sinais, porém mais próximos de nós.

Não são as luzes de estrelas, nem a refletida por planetas ou satélites que hoje nos fazem parar para pensar. Tais sinais ainda se demonstram timidamente, mas são corajosos, esperançosos e otimistas.

Depois de quase dois anos de angústia, de incertezas, voltamos a sonhar com um futuro melhor. E esta esperança está estampada no sorriso das pessoas, nas vitrines de lojas, na iluminação de ruas e casas, no movimento agitado do comércio, no trânsito intenso, nos eventos promovidos que envolvem as famílias e amigos.

Como é bom ver um brilho diferente no olhar das pessoas. Como é reconfortante saber que o Papai Noel voltou a conversar com os pequeninos, que as crianças voltaram a cantar, a dançar, a encenar peças de Natal.

Ainda não podemos tirar nossas máscaras em todos os ambientes, precisamos continuar com nossas medidas de prevenção, pois ainda há incertezas em relação às novas cepas do Coronavírus. Temos que manter as UTIs Covid vazias. Mas podemos, com cuidado, abraçar aqueles que queremos bem. É uma conquista, não podemos perdê-la novamente.
Muitos não estarão conosco, fisicamente, mas vamos aproveitar este momento de confraternização para homenageá-los com nossas lembranças de carinho e admiração.

Enfrentamos muitas dificuldades para chegar até aqui com a saúde preservada ou recuperada. Talvez tenhamos nos tornado mais solidários. Se continuamos aqui é porque ainda não concluímos nossa missão, temos ainda muito por fazer. Talvez a tarefa mais importante seja a da reconciliação, da harmonia, da união entre as pessoas.

A lembrança do nascimento de um Menino iluminado, que pregou, depois, um mundo de fraternidade deve ser a nossa guia. Se não fosse uma boa mensagem, um bom exemplo a se seguir, não teria durado esses 2021 anos.

Desejo a todos um Natal de alegria, de esperança, de empatia e que o Novo ano que se aproxima seja marcante, sob o aspecto positivo, na vida de cada um. Que em 2022 possamos fazer boas escolhas. Precisamos de líderes que nos conduzam, nos orientem, que representem o pensamento, a ansiedade de todo o povo por dias melhores.

Os sinais estão aí. Precisamos saber interpretá-los.

Que tenhamos, todos, muitas histórias para contar.

Feliz Natal! Bom Ano! Até a primeira Coluna de 2022, se Deus quiser!

Adnelson Borges de Campos
Últimos posts por Adnelson Borges de Campos (exibir todos)

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
Faça a coisa certa
Multiplicando talentos
Vai rápido com o andor que o Santo é de pau oco!