Reflexão com Padre Marcelo S. de Lara

O Amor que Preenche

Imagem Ilustrativa

Imagem Ilustrativa

Amigo(a) leitor(a), compartilho com você nessa semana parte de um texto do campo da espiritualidade que nos leva a pensar e buscar no/o amor que nos realiza por completo.

Texto:

“A tradição Carmelita pode ser mal compreendida. O Carmelo pode parecer dizer às pessoas que somente um rigoroso ascetismo pode conduzi-las à união com Deus; que os ídolos da nossa vida podem ser derrubados unicamente através de esforços heroicos e de uma vida isolada e austera quando, na verdade, a mensagem do Carmelo é a da necessidade da graça de Deus e a boa notícia é a de que a graça está sempre disponível: basta que a nossa vida se lhe abra.

Na Subida do Monte Carmelo João da Cruz dá alguns conselhos para nos ajudar a desapegar dos ídolos que nos submeteram ao seu serviço. Os conselhos, num primeiro momento, podem parecer absurdamente intransigentes e, às vezes, também desproporcionados. Mas João é rápido em afirmar que a força de vontade e o ascetismo sozinhos, não podem libertar o coração escravizado pelos ídolos.

O ídolo fornece algum alimento ao coração esfomeado de Deus. O ídolo talvez lhe proporcione alguma alegria, alguma identidade, alguma segurança ao peregrino esfomeado. O coração por si mesmo é incapaz de afastar-se deste alimento e entrar num vazio afetivo, esperando pelo Senhor.

João testemunha que só quando o coração tem uma oferta melhor é que pode então desapegar-se do que estava apegado anteriormente com todas as forças. Só quando Deus entra numa vida e acende nela um amor no mais fundo da pessoa e a aparta dos amores de menor valor, só então é que esta pessoa pode abrir-se e desapegar-se dos ídolos.

Com um convite de um amor como este, o que antes era impossível (deixar os ídolos) torna-se gradualmente possível, enquanto os ídolos se vão desvanecendo. O coração vai passando então de um amor para outro. Porque João está convencido de que Deus é o centro da alma, a tarefa não é encontrar um Deus distante, mas despertar em nós a consciência da realidade de um Deus “que sempre esteve aí”. […]”

Fonte
http://www.ordem-do-carmo.pt/index.php/component/content/article/13-portal/126-um-coracao-que-escuta-a-vida-contemplativa.html

Últimos posts por Pe. Marcelo S. de Lara (exibir todos)

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
Os Sustos da Natureza
Quaresma: Só para Católicos?
Independentes