(Imagem Ilustrativa)

O Natal está quase aí! Eu o espero ansiosamente há 56 anos. Tanto pelo seu significado para o Cristianismo quanto pelo momento de festas e de confraternização que ele proporciona. Quem não gosta de um Presépio bem montado, de uma bela canção natalina, de abraçar calorosamente ou de dar e receber presentes.

Há quem afirme que o Natal hoje é apenas uma data usada pelo capitalismo para incentivar o consumo, que se deixa o aspecto religioso e espiritual num segundo plano. Para alguns até pode ser. Tudo depende de como você enxerga, vive essa época do ano. Você pode sempre fazê-la interessante. Quem não tem alguma boa lembrança de um Natal?

Acredito que faça parte da natureza humana a busca por momentos mágicos e marcantes. Não fosse isso, para que serviriam ou por que existiriam as histórias de ficção. Por que teríamos a tradição da transmissão oral de fatos, de histórias transportadas de geração a geração. As histórias de ficção são, na maioria, baseadas em fatos reais ou são verossímeis. Uma lenda, uma tradição, um mito, geralmente começam com base na experiência de pessoas especiais, que fizeram diferença na vida de muita gente.

Ao longo dos séculos, o 25 de dezembro, data escolhida pela Igreja Católica para marcar o nascimento do Cristo, passou por ressignificação. O renascimento, a oportunidade do recomeço nos acompanha há muito, em diferentes religiões, mesmo antes de Jesus.

Nossa influência europeia nos deu de presente o Papai Noel ou Pai do Natal, já que adotamos o substantivo do francês Noël. E quem foi o Pai Natal (nome usado em Portugal)? Um dia um dos meus filhos me perguntou por que chamávamos o Bom Velhinho de Papai Noel e não Santa Claus como os americanos. Tive que pesquisar.

Uma das possíveis origens do velhinho gorducho e de barba farta e branca é a história de Nicolau de Mira, arcebispo da cidade turca no Século IV (lá se vão quase 1700 anos). O religioso, no dia de seu aniversário, 6 de janeiro, ajudava pessoas carentes, presenteava crianças. Mais tarde, com vários milagres atribuídos a ele, foi santificado, tornou-se São Nicolau. A história se espalhou pela Europa. Na Alemanha do século XIX, o velhinho ganhou roupas de inverno, renas, um trenó de neve e uma nova casa: o Polo Norte.

Nessa época, Noel ainda era representado como um homem alto e magro com roupas que variavam de cor. Dependendo do relato, elas eram azuis, amarelas, verdes ou vermelhas. A silhueta rechonchuda, o rosto barbudo e os trajes vermelhos que conhecemos hoje apareceram pela primeira vez em 1881, nos Estados Unidos.

Bem, voltemos a Santa Claus, que tem origem no nome de São Nicolau, na Holanda, Sinterklass. Os holandeses levaram suas tradições natalinas para colônias na América e lá além do nome Santa Claus ele também trocou a mitra por um gorro. Na Holanda ainda há o dia de Sinterklass.

Me agrada imaginar que podemos deixar de lado nossas diferenças, nossas tristezas e encontrar um momento de paz, representado pelo Menino Jesus na manjedoura ou com festa complementada pelo simpático senhor que gosta de presentear as crianças e adultos também.

Acredito que o Natal é momento de esperança, de fé num mundo melhor. Se o Papai Noel é um dos símbolos disto, então ele existe de verdade.
Feliz Natal! E obrigado pelo presente que me entregam: a leitura desta Coluna ao longo deste segundo ano.

Adnelson Borges de Campos
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