Os Caminhos do Desenvolvimento

O Capital Humano para a Ciência e Tecnologia

Imagem Ilustrativa

Imagem Ilustrativa

“O futuro já está pronto”. Esse é o slogan de uma recente campanha publicitária da Dell, empresa de computadores e novas tecnologias. Um conceito interessante para ser aplicado em nosso cotidiano, visto que aos olhos da maioria da população as grandes descobertas e invenções humanas ainda estão por acontecer em algum futuro distante. Mas, a tecnologia está tão inserida em nossas vidas, que nos acostumamos a achar que elas sempre estiveram por aí, como é o caso dos dispositivos móveis ou do uso dos drones para fins comerciais, das impressoras 3D e das casas automatizadas.

Atualmente o Brasil pretende dar um salto no desenvolvimento científico e tecnológico e elevar a sua competitividade em produtos e processos, querendo estar ao lado das nações mais desenvolvidas nesse setor. Para isso, o Ministério da Ciência e Tecnologia lançou em maio deste ano a ENCTI 2016 a 2019 – Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação – um documento que estabelece alguns pilares para a área, como a promoção da pesquisa científica básica e tecnológica, a modernização e ampliação da infraestrutura existente, a ampliação do financiamento, a promoção da inovação tecnológica nas empresas e a formação, atração e fixação de recursos humanos no país. Esse último deve ser considerado um dos mais importantes, visto que o capital humano é quem gera todo o conhecimento e a sua formação é essencial para todo o processo.

Para o Grupo de Estudos de Educação e Saúde do NDE – Núcleo de Desenvolvimento e Empreendedorismo de SMS – o fortalecimento e a ampliação de cursos na área tecnológica, portanto, pode ser um viés com grandes oportunidades de desenvolvimento econômico para o nosso município, justamente pela demanda crescente de profissionais da área no país, além de induzir a criação de empresas pela geração de conhecimento local. Nesse contexto, o Prof. Eng. Carlos Roberto Chaves e também integrante do grupo, salienta que todas as inovações tecnológicas realizadas ao longo das últimas décadas, são em sua grande maioria frutos de investimentos em pesquisas acadêmicas. “Com base nessa constatação, é pertinente e se faz necessário, empreendermos todos os esforços no ensino de qualidade, por meio de métodos didáticos que contribuam de maneira efetiva no entendimento e compreensão do contexto científico, com a quebra de paradigmas pedagógicos”, comenta. Para Chaves, “a educação no sentido amplo é o caminho para superar e transpor barreiras culturais e sociais e este é um dos aspectos que deve ser objeto de reflexão por parte de toda a sociedade, na percepção da premência da utilização da ciência e da tecnologia, para realização de mudança no rumo de nossas perceptivas de crescimento sócio econômico”. Outra consideração exposta pelo Professor está na importância de se agregar valor na produção de bens de consumo, “as commodities devem ser encaradas como uma parcela importante da economia do município, mas o diferencial estratégico está na produção de produtos e serviços com alto valor agregado, ou seja, o investimento em iniciativas e projetos com viés de inovação tecnológica, seja na área da agroindústria ou agronegócio, sistemas eletrônicos, mobilidade, metal mecânica, soluções de engenharia, aeronáutica, logística, entre outros”, finaliza.

Nada acontece ao progresso econômico sem que haja a presença da realização humana e do aperfeiçoamento da sua capacidade intelectual. E priorizar a educação como geradora de conhecimento deveria ser a base para qualquer projeto de desenvolvimento local.

Ingrid Ulbrich
Últimos posts por Ingrid Ulbrich (exibir todos)

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
As oportunidades ocultas nas di?culdades
O Turismo levado a sério
Os Desafios do Comércio Local