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O chamado de Deus para trabalhar em prol a sua palavra

No próximo sábado (27/05), o então diácono, Emerson Gonçalves de Toledo será ordenado padre na Paróquia Senhor Bom Jesus na cidade vizinha de Rebouças e assumirá o cargo de vigário na Paróquia São Mateus em São Mateus do Sul. (Alexandre Müller/Gazeta Informativa)

No próximo sábado (27/05), o então diácono, Emerson Gonçalves de Toledo será ordenado padre na Paróquia
Senhor Bom Jesus na cidade vizinha de Rebouças e assumirá o cargo de vigário na Paróquia São Mateus em São Mateus do Sul. (Alexandre Müller/Gazeta Informativa)

“Desde meus oito anos de idade já tinha vontade de ser padre”, afirma o jovem diácono Emerson Gonçalves de Toledo, 25 anos, natural de Rebouças e filho de Leopoldo Esmael de Toledo e Rosilda Gonçalves que no próximo fim de semana será ordenado padre em sua cidade natal, na Paróquia Senhor Bom Jesus.

Há cerca de quatro meses como diácono na Paróquia São Mateus, Emerson explica que diácono é aquele que está a serviço da palavra e é o responsável em servir a mesa da eucaristia nas celebrações eucarísticas. Após sua ordenação como padre, será empossado como vigário na Paróquia São Mateus e destaca que vigário é aquele que está ali para auxiliar o pároco, que está à frente da paróquia e responde pela mesma, além de auxilia-lo nos trabalhos pastorais e das celebrações.

O diácono Emerson de Toledo, nasceu em um ambiente familiar de muita fé, oração, simplicidade e humildade, numa família de agricultores que residem na comunidade do Marmeleiro, interior do município de Rebouças. “É na família que nasce a vocação. A família é o berço das vocações, sejam sacerdotais ou religiosas”, afirma Emerson que ainda complementa, “foi neste ambiente junto de meus pais que a sementinha da minha vocação nasceu e cresceu.”

Já aos oito anos de idade, quando começou a frequentar a catequese, Emerson relata que mesmo muito tímido, sua vocação se inspirava ali. “Meu catequista ministrava a catequese para 30 crianças e nós deixávamos ele doido. Ele tinha o hábito de perguntar as meninas: ‘quem de vocês quer ser freira?’, nenhuma menina se manifestava. Aos meninos: ‘quem quer ser padre?’, eu mesmo muito tímido levantava o braço!”, conta.

O tempo passou, aquela criança cresceu, amadureceu e dentro dele aquela sementinha vocacional evoluiu. Já aos 17 anos, Emerson se deparou com a dura realidade enfrentada pelos adolescentes em definir o caminho que traçaria a partir dali, momento de conclusão do ensino médio e porta de entrada para a faculdade e iniciação no primeiro emprego. “Firmei planos e estava tudo certo para cursar uma faculdade, até namorada eu tinha”, comenta Emerson que foi morar na cidade para fazer um curso profissionalizante e para isso, passou a morar com sua tia.

Neste período o jovem tímido e cheio de perspectivas se aproximou da equipe vocacional na paróquia de Rebouças e foi convidado para participar das atividades da igreja, dentre elas, as missões diocesanas.

“Fui escalado para fazer uma missão junto de um seminarista e fomos para o interior da cidade de Paula Freitas em novembro de 2009 – ao final das atividades o seminarista me questionou se eu já havia pensado em ser padre, haja visto que tinha percebido minha vocação e me convidou para um encontro vocacional no seminário que ele estudava”, relata Emerson que após pensar muito, na semana seguinte lá estava para participar do encontro, incentivado pela equipe vocacional.

Ao final do retiro, o jovem Emerson foi chamado para uma conversa com o responsável pelo encontro, padre Sidnei Reitz, hoje pároco da Igreja Perpétuo Socorro, que analisando que o dom estava fortemente florescendo no coração daquele adolescente, o questionou sobre suas escolhas e suas perspectivas futuras e o convidou para fazer uma experiência no seminário, logo no início do próximo ano vigente.

Motivado e cheio de esperanças, Emerson retornou à família com a pulga atrás da orelha e inevitavelmente conversou com os pais. “Cheguei para meus pais e comentei que havia sido convidado para entrar no seminário e estava pensando seriamente em fazer esta experiência. Então, perguntei: O que vocês acham? Escutei o que queria ouvir: ‘nós estamos aqui para te apoiar, se você acha que quer fazer essa experiência, estamos aqui para te apoiar!’. Então, tudo se encaminhou”, relata.

No dia 30 de janeiro de 2010, Emerson ingressou no seminário em União da Vitória e lá iniciou os estudos para sua preparação. Foram dois anos cursando Filosofia, junto do curso de propedêutico – na Igreja Católica Apostólica Romana, desde o Concílio de Trento, criou os seminários propedêuticos, com a missão de introduzir o candidato ao sacerdócio para os seguintes cursos: Filosofia e Teologia. E logo após mais quatro anos do curso de Teologia. Após longos seis anos de preparação, Emerson ingressou no estágio pastoral na Paróquia São José em Antonio Olinto entre janeiro de 2016 a setembro do mesmo ano, quando foi ordenado diácono e foi para a Paróquia Sagrada Família em União da Vitória e em dezembro designado pelo Bispo para a cidade de São Mateus do Sul.

Questionado sobre o que os fiéis de São Mateus do Sul podem esperar do vigário Emerson Gonçalves de Toledo, ele responde: “posso dizer que meu coração está transbordando de alegria, estou há quase quatro meses em São Mateus do Sul e já parece que são 5 anos, devido a receptividade deste povo. Todos podem esperar um padre simples e acolhedor. Estarei aqui com o povo na alegria e na tristeza, sempre junto da comunidade e com as portas da paróquia sempre abertas acolhendo a todos.”

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