(Fotos: Acervo pessoal/Marcus Vinicius)

Nesta edição a Gazeta Informativa inicia uma série de reportagens sobre o ciclismo em São Mateus do Sul, uma prática que tem ganhado cada vez mais adeptos no município. Nas redes sociais podemos encontrar facilmente publicações de amigos ou não, pedalando pela região. Para alguns a bicicleta é meio de locomoção, para outros pedalar é uma atividade de lazer, mas também existem aqueles que vão além e exploram os limites do equipamento com manobras e trânsito em terrenos específicos para a prática.

O ciclismo é uma atividade que pode ser praticada com segurança mesmo durante a pandemia, pois não demanda o contato ou a proximidade com outras pessoas.

Nesta primeira parte da série você conhece um pouco mais sobre as modalidades Downhill e Freeride, com o praticante Marcus Vinicius Removicz da Silva, de 17 anos, mas que desde muito cedo tomou gosto por andar sobre duas rodas.

“Meu interesse começou desde muito cedo, quando ganhei minha primeira bicicleta, mas veio a aparecer como um esporte para mim só em 2018, quando ganhei uma bicicleta um pouco mais apropriada para o esporte”, lembra Marcus.

Quando Marcus fala em esporte, está se referindo ao Downhill, que é uma forma do ciclismo que consiste em descer o mais rapidamente possível um dado percurso predefinido. É uma modalidade do mountain bike nascida na Califórnia há quase 50 anos, na segunda metade da década de 1970. A velocidade e técnica dos praticantes chama atenção e logo o esporte se expandiu para outros países e conta com um campeonato mundial organizado. O Brasil é sede de uma das etapas do mundial de uma variante chamada Downhill Urbano, com a Descida das Escadas de Santos. As outras três etapas do campeonato acontecem no Chile, na Eslováquia e no México.

Já a modalidade de Freeride, como o nome já sugere, é sinônimo de liberdade e criatividade. Geralmente praticada em cidades ou trilhas, utilizando-se de obstáculos artificiais ou não, seus praticantes demonstram habilidade e controle da bike em misturando saltos e manobras. É intimamente relacionada com o Downhill.

Marcus conta que seu interesse cresceu ainda mais quando ganhou uma bicicleta mais apropriada, porém aquela ainda “estava longe de ser uma boa para o esporte, mas já me despertou o interesse de evoluir e aprender coisas novas”.

Marcus já chegou a participar de campeonatos de ciclismo Downhill, mas também pratica outras modalidades apenas por lazer. “De andar só pra descontrair mesmo, já pratiquei e ainda pratico um pouco o street e Wheeling”, explica. O campeonato em que participou ocorreu em União da Vitória em 2019. Ele comenta que iria competir também em 2020, mas por conta da pandemia não houve condições.

Marcus em campeonato que disputou em União da Vitória, em 2019.

Para quem não é familiarizado com o mundo dos esportes sobre duas rodas, os termos – geralmente em inglês – podem soar muito estranhos e explicar pouco sobre as modalidades. O Wheeling Bike, citado por Marcus, foi adaptado do Wheeling praticado com motos, que consiste em realizar manobras sobre uma roda, tanto em alta velocidade e linha reta, quanto em círculos. Assim como as outras modalidades, requer muito treino e concentração, e sempre ser recomendado o uso de equipamentos de proteção individual, principalmente o capacete.

Perguntado sobre o que despertou seu interesse e o que o mantém na prática do Downhill e do Freeride, Marcus diz que não sabe explicar ao certo, “mas é principalmente pela adrenalina, que nesses esportes é muita, também por serem desafiadores, sempre é possível aprender técnicas melhores”.

Por mais que Marcus já tenha anos de prática e conhecimento sobre as modalidades que pratica, ainda encontra algumas dificuldades de infraestrutura para a prática no município. “Aqui em São Mateus para essa modalidade é tudo muito difícil, pista mesmo não tem nenhuma específica para o esporte, só algumas bem pequenas feitas por nós mesmos para um treino leve, se for fazer um treino sério tem que ir pra outra cidade que tenha pista”, relata.

Quanto aos equipamentos de proteção, diz que é possível encontrar por aqui, uma vez que pode ser usado muito do motocross.

Além de praticar, também conserta bicicletas

É comum que pessoas muito interessadas por um esporte sempre estejam em busca de aprimorar seus equipamentos e habilidades. Com Marcus também foi assim. Ele conta que assim que começou a colocar peças melhores em sua bicicleta, percebeu que “peças melhores muitas vezes requerem mais cuidados na manutenção, ferramentas específicas” e que nisso notou que “aqui na cidade não tem muito disso, só manutenção de bicicletas normais de passeio, aí comecei a aprender e investir nesse meio”.

Marcus Vinicius Removicz da Silva, 17 anos.

Mas a ideia de Marcus de fazer melhorias e manutenção das bicicletas esportivas acabou gerando um novo trabalho, pois hoje conserta todo tipo de bicicleta, “inclusive minha maior demanda é de bicicletas normais”, conta. E “apesar de eu ainda estar bem no começo, sempre aparece algum serviço ou outro e já consigo ganhar um bom dinheiro”.

Para as pessoas que pretendem iniciar na prática do ciclismo, principalmente nas modalidades esportivas, Marcus recomenda que “se tem o real interesse, não tenha dó de investir em uma bicicleta melhor e mais cara, uma bike boa vai dar um rendimento muito melhor, isso irá deixá-la menos cansada e também vai dar mais ânimo pra continuar a pedalar”.

Na próxima edição você confere a segunda reportagem desta série sobre o ciclismo em São Mateus do Sul. Seja como atividade física ou esporte, pode ser praticada mesmo durante a pandemia, pois não demanda contato físico ou proximidade com outras pessoas.

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