O primeiro dia do mês de maio é considerado feriado em vários países do mundo. O surgimento da data remete ao ano de 1886, quando alguns trabalhadores americanos fizeram uma paralisação para reivindicar melhores condições de trabalho. A mobilização que deu maior destaque à data aconteceu na cidade de Chicago, nos Estados Unidos, representando um momento no qual os trabalhadores do mundo passaram a exigir uma jornada de trabalho menos longa e melhores condições para exercer suas funções.

No Brasil, a instituição do feriado foi decretada pelo presidente Artur Bernardes, no ano de 1924. Além de ser um dia de descanso, o primeiro de maio também representa a execução de ações que valorizem o trabalhador brasileiro. A força que move uma nação está contida nos braços do povo, que trabalha todos os dias produzindo riquezas e serviços. Confira abaixo o depoimento de três profissionais são-mateuenses, que atuam em áreas distintas e contribuem para o funcionamento da sociedade, executando suas funções com muita competência e alegria.

Abastecendo histórias e sonhos

Charles Soares trabalha como frentista em São Mateus do Sul. Após uma passagem pelo Exército Brasileiro e a carreira de músico, ele resume as principais características que o movem no dia a dia. “Há dois anos desenvolvo essa atividade como frentista. As principais dificuldades são o trabalho em dias de calor e frio excessivos e a periculosidade em decorrência das substâncias que o posto comercializa”, revelou Charles.

Charles revelou que os viajantes que passam pelo posto deixam muitas histórias que se transformam em aprendizados para ele. (Fotos: Éber Deina/Gazeta Informativa)

Apesar dos obstáculos que fazem parte de todas as profissões, Charles encara os desafios com bastante simpatia e bom humor. “No meu trabalho aprendi algumas coisas que nem imaginava, pois muitas pessoas de outros lugares passam pelo posto. Crio uma amizade com os clientes, que muitas vezes só precisam de um atendimento qualificado e a atenção do funcionário para desabafar. Muita gente que passa por aqui está na estrada, me sinto bem em proporcionar o maior conforto possível”, destacou ele.

Sobre a simpatia no exercício de suas funções, Charles reflete. “Eu trato todas as pessoas como gostaria de ser tratado. Essa coisa da simpatia é um aprendizado que carrego comigo todos os dias, pois uma palavra amiga pode ser tão importante quanto o serviço que prestamos. As diferentes amizades que fazemos ao longo da trajetória são a grande recompensa”, encerra ele.

Dedicação na venda de espetinhos

Indalécio José de Souza atua há quinze anos no ramo de espetinhos de carne em São Mateus do Sul. De acordo com ele, as atividades com seu carrinho se iniciaram no dia 19 de março de 2006. “Comprei o ponto e me dei bem no negócio. Eu já havia exercido outras atividades profissionais, mas o trabalho com espetinhos foi a coisa que mais me cativou. Ao longo dos anos consegui formar minha clientela e conciliar a geração de renda realizando alguma atividade que eu realmente me sentisse bem. Acredito que fazer algo que te torna feliz é mais importante do que qualquer tipo de lucro”, comentou ele.

Sobre os desafios da profissão, ele considera que o trabalho noturno em dias chuvosos é bastante complicado. “Eu trabalho exposto ao tempo, isso torna as coisas um pouco mais difíceis nos dias de chuva. Apesar disso eu sempre busco atender todos da maneira mais simpática e atenciosa possível, entregando meus produtos com qualidade independentemente da situação”, destacou Indalécio.

O trabalho noturno e as intempéries do tempo não afetam a simpatia e o tratamento
diferenciado que Indalécio direciona às crianças.

As amizades construídas e o atendimento de um público bastante especial marcaram a trajetória dele. “Fiz muitos amigos ao longo desses anos trabalhando, mas uma das coisas que mais me satisfaz é o atendimento às crianças. Elas são o futuro de todas as coisas e sempre trato elas com uma dedicação muito especial. Tenho sempre uma balinha para agradá-las e muitas vezes me deparo com clientes que comecei a atender enquanto eram crianças e que hoje já formaram suas famílias. Esse tipo de coisa não tem preço”, conclui Indalécio.

Cooperando para o bem-estar comum

Orlei Gralaki Junior é colaborador na cooperativa Sicoob. Ele atua há cinco anos na instituição e reflete sobre os caminhos profissionais trilhados até o presente momento. “Minha área era um pouco diferente, pois me formei em um curso de Técnico em Química. A realização do curso de Administração teve grande peso e contribuiu para a minha admissão. Quando estamos fora desse universo imaginamos os atendentes sentados, com suas máquinas, inserindo dados financeiros e aprovando ou não um crédito. Existe muito sentimento por trás disso também”, destacou ele.

O trabalho em cooperativa e bancos exige muita delicadeza e compreensão por parte dos trabalhadores. “Na nossa profissão estamos lidando constantemente com coisas muito importantes, que são os sonhos que os associados buscam realizar através da cooperativa. Eu e meus companheiros buscamos trabalhar com empatia, pois o crédito que alguém solicita pode representar a concretização de vários acontecimentos, como a abertura de uma empresa ou a realização de uma viagem familiar”, comentou Junior.

Apesar da rotina bastante corrida, Junior trabalha com uma matéria-prima muito importante, os sonhos das pessoas. (Foto: Acervo Pessoal)

A satisfação pessoal relativa ao exercício de suas funções marca a vida de Orlei Junior. “A vida dos funcionários vai além da sua mesa e de seu computador. De certa maneira participamos das empresas dos associados e nos sentimos felizes por cada sonho realizado. A maior gratidão é ver o sorriso das pessoas, após a realização de coisas muito significativas, como a compra de uma casa própria ou a abertura de um empreendimento”, finalizou Junior.

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