(Imagem Ilustrativa)

Seria mesmo o tempo relativo? Será que tudo no universo acontece sequencialmente e de alguma forma é registrado, sendo possível recuperar ou antecipar tal sequenciamento? Como seria a nossa existência se todos pudéssemos prever o futuro?

Vários são os estudos da Psicologia e da Parapsicologia para entender os fenômenos do comportamento humano e da potencialidade da mente humana. O homem continua em sua busca por responder às dúvidas básicas de sua existência: de onde viemos, para onde vamos? Quem “governa” tudo que existe ou que pensamos existir?

Como não conseguimos as respostas, nos apoiamos na fé. Para fortalecer nossa fé, buscamos a religião ou desenvolver nossa espiritualidade. Mas como explicar tudo sob o ponto de vista lógico, científico? Um desafio enorme e que estamos muito longe de superar.

Eu acredito que, a nossa máquina humana tem uma ferramenta de ligação entre o mundo físico e este algo maior, quem sabe metafísico: a nossa mente, projetada a partir do nosso cérebro.

O Professor Fauze Kfouri, que já ministrou palestras sobre Parapsicologia em São Mateus do Sul, em seu livro “Raio X da mente humana”, chama este fenômeno de antever o futuro, de precognição, ou seja, conhecer antes, considerando-o um fenômeno extrassensorial, extra físico, situado num plano, numa dimensão ainda desconhecida.

No livro, Kfouri diferencia alguns conceitos para melhor compreender a precognição. Por exemplo, quando julgamos adequadamente ou fazemos conclusões exatas, sem que estejamos fazendo ou raciocinando, ele chama este fenômeno de intuição, um “raciocínio” inconsciente.

Já a dedução se consegue a partir de informações que já conhecemos e, com base em raciocínio, as ordenamos e tiramos uma conclusão. Na premonição, recebemos um aviso de que algo vai acontecer. Então, não conhecemos o futuro, não antevemos, apenas recebemos um aviso.

A profecia seria o que mais se aproxima da precognição, porém na sua concepção, se fala em nome de outro. No Antigo Testamento há vários exemplos disso.

Para mim, na precognição, conseguimos, de certa forma, viajar no tempo. Como dizia Einstein, o tempo é relativo, é tudo uma questão de velocidade. Assim, acredito que a partir da projeção de nossa mente, podemos nos adiantar em relação ao nosso ponto de referência e ver algo que pode acontecer no futuro.

Infelizmente, ou felizmente, são poucos os que conseguem tal proeza. Isaias, Nostradamus, Dom Bosco, Gerard Croisset, são alguns nomes conhecidos. Mesmo conseguindo, é muito difícil compreender o que pode ser real ou apenas ilusório, uma visão ou um sonho.

Também pode ser doloroso, pois a precognição ocorre com maior frequência quando relacionada a eventos com intensidade emocional, tais como tragédias, risco de morte, acidentes, terremotos, eventos que podem afetar um número elevado de pessoas.

Imaginem como é difícil descrever uma visão que temos quando ainda não fazem parte da nossa realidade. Como dizem, o próprio tempo é uma ilusão que insistimos em tornar perceptível. Criamos e aperfeiçoamos máquinas fantásticas para medi-lo e ainda assim, mesmo os suíços não conseguem ser precisos em relação a ele.

Mas a nossa maior ferramenta para a precognição são os sonhos. Neles conseguimos ver além, superar nossos limites. Nos sonhos acontecem coisas absurdas, mas também surgem ideias geniais. Tudo o que o homem sonha um dia tornará material, pois se sonha, se antevê, pode fazê-lo, como muitos indivíduos têm feito ao longo da história.

Para mim, escritores de ficção científica como Júlio Verne, H. G. Wells, Isaac Asimov, provavelmente, experimentaram essa visão antecipada do futuro.

Suas visões foram chamadas de ficção, acaso ou coincidência, mas muitos de seus escritos se tornaram realidade, talvez por influenciarem gerações de pesquisadores, de cientistas. Ou será que realmente anteviram o futuro?

Adnelson Borges de Campos
Últimos posts por Adnelson Borges de Campos (exibir todos)

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
Quando mudamos, temos que mudar para melhor
O Bom Velhinho sempre vem
Meia sola tributária