(Imagem Ilustrativa)

Falar em cibercultura e ciberespaço sem imaginar um mundo referenciado por automatização, robôs e sons tecnológicos não faz tanto sentido. Estamos tão ligados tecnologicamente e desligados socialmente que a bolha das redes sociais e a vida baseada nos fetiches por adquirir novos modelos de smartphones, é a principal responsável pelo número de informações que recebemos, causando a famosa dependência com um tempero à mais de ansiedade. É preciso ter cuidado com a intensidade no mundo cibernético.

De acordo com o artigo “Cibercultura – perspectivas conceituais, abordagens alternativas de comunicação e movimentos sociais”, escrito por Dostoiewski Mariatt de Oliveira Champangnatte e Marcus Alexandre de Pádua Cavalcanti, o ambiente foi modificado para garantir uma troca de conhecimento e informação. De maneira clara, a cibercultura e ciberespaço são expressões criadas para explicar a expansão dos meios digitais (computadores e celulares) e o quanto eles garantem a agilidade de conhecimento e influência sobre o homem de forma cultural e no espaço de convivência. Com esses objetos de socialização, a interação com quem está do outro lado do mundo ficou mais fácil, e temos a oportunidade de conversar com pessoas que se quer imaginaríamos a possibilidade há 30 anos.

Segundo o artigo, ciberespaço é o local de “interação e expressão para variadas atividades que envolvem coletivos de resistência”, isto é, usamos do mundo tecnológico para garantir o nosso espaço no ambiente comunitário, fazendo parte de movimentos que estejam atrelados com nossas perspectivas de vida. No ciberespaço a falsa sensação de proteção toma conta. Pensamos que somos donos do mundo e que a nossa razão se sobrepõe a opinião de quem pensa diferente, mas esquecemos que somos responsáveis pelas nossas atitudes dentro e fora da internet.

A ânsia por mostrar uma falsa realidade e a segurança em agarrar com unhas e dentes uma notícia sem algum viés responsável transforma positiva e negativamente a inteligência do homem. Algo que foi criado para facilitar o conhecimento hoje é um dos principais inimigos da humanidade. O ciberespaço e a cibercultura chegaram na mesma velocidade que interagem conosco, e essa fase social precisa ser trabalhada para que a apreensão não continue sendo uma das responsáveis pela disseminação de ódio, crises depressivas e achismos.

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