Prismas

O futuro se aprende

(Imagem Ilustrativa)

Há duas semanas, apresentei algumas considerações sobre o futuro da escola. É claro que não sou um especialista em educação, porém frequentei por muitos anos os bancos escolares e depois disso as salas de aula em treinamentos de aperfeiçoamento profissional. Também tenho três filhos, todos estudantes. Porém nada disto me permite conhecer o segredo da inovação. A única certeza que tenho é que o aprendizado da inovação deve, necessariamente, passar pela escola.

Segundo o Reitor da Universidade Autônoma de Madri, Rafael Alarcón, “é preciso inovar para ensinar e ensinar para inovar”. Este é o dilema da escola: como preparar os alunos para a inovação se os professores não o são, não foram preparados ou não tem experiência para tal?

Talvez a maior dificuldade seja a de se conhecer, de se imaginar quais sejam as profissões do futuro e que serão definidas de acordo com os rumos que a nossa sociedade vai tomar. Porém, acredito que há uma certeza: o mundo continua precisando de empreendedores.

Um empreendedor precisa desenvolver algumas habilidades. A liderança, a criatividade, saber arriscar, cooperar e demonstrar empatia estão entre as chamadas competências sócio emocionais, necessárias para empreendedores e todos aqueles que buscam sucesso em suas atividades pessoais e profissionais. Tudo isso sem deixar de lado as competências cognitivas, como conhecer a lógica, a matemática, a expressão oral e escrita.

Outro ponto a considerar é o de que a escola necessitará estreitar ainda mais os seus laços com a indústria, com o comércio, com o setor de serviços. Caso contrário, continuaremos a formar mestres e doutores de papel, sem experiência, sem vivência, não conhecendo assim os verdadeiros anseios da sociedade. E, se for assim, correremos o risco de permanecer presos aos antigos modelos.

A escola precisa ser mais atrativa para os jovens, caso contrário, não conseguirá competir com a versatilidade e novidades do mundo digital. Na realidade, a escola precisará se beneficiar dessas facilidades para conquistar o seu público.

No Brasil, a grande maioria da população é dependente da escola pública e governos precisam acordar para a necessidade de renovação de seus métodos de ensinos, de investimento na formação e valorização de professores. Caso contrário, continuaremos deficitários na geração de conhecimento e pouco competitivos com nossos produtos e serviços, perpetuando nossa dependência da tecnologia de países mais desenvolvidos, importando conhecimento e exportando os nossos talentos.

Adnelson Borges de Campos
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