Educação e Cultura

O guarda-roupa do Grupo Folclórico Polonês Karolinka de São Mateus do Sul

O guarda-roupa do Karolinka é um verdadeiro acervo de preciosidades. São mais de 400 peças de roupas e cerca de 600 acessórios, como lenços, tiaras, bijuterias e sapatos. (Fotos: Thaís Siqueira/Gazeta Informativa)

O grupo Folclórico Polonês Karolinka, de São Mateus do Sul, possui um guarda-roupa que é um verdadeiro acervo de preciosidades. O local onde estão guardados os trajes típicos poloneses possui um total de 70 m² e fica no imóvel particular do coordenador do grupo, Irio Janoski. São mais de 400 peças de roupas e cerca de 600 acessórios, como lenços, tiaras, bijuterias e sapatos, o que demanda um árduo trabalho de manutenção e reposição, tudo feito com muito carinho, amor e dedicação.

O guarda-roupa é dividido em três amplos compartimentos muito bem distribuídos e divididos. A entrada é onde fica a sala de costura, ao lado é um local para guardar equipamentos e bugigangas e no fundo é onde fica os trajes e acessórios. Elenyr dos Santos Janoski, esposa de Irio, é responsável pela manutenção dos trajes. “Quando é necessário eu também costuro. Aqui a gente faz de tudo um pouco”, conta Irio.

Vários trajes que o grupo utiliza nas apresentações são doações vindo direto da Polônia e outros de patrocinadores e muitos deles são caríssimos. Para Irio, o guarda-roupa é um lugar especial e é um local em sua casa que cuida com muita alegria. “Eu me sinto muito bem quando estou no guarda-roupa. É um lugar que acalma e traz ótimas energias. Eu amo tudo isso, o grupo é muito importante para a minha vida e enquanto eu estiver vivo farei tudo que estiver ao meu alcance em prol do Karolinka”, comenta.

O grupo

Para o Presidente do Karolinka, Mathias Franco Neto, o grupo é um projeto corajoso e que oferece muitos benefícios para a comunidade são-mateuense. “O objetivo do grupo é divulgar a cultura Polonesa, principalmente com aulas de canto, dança e também aulas de língua polonesa, mas acho que o grupo tem um objetivo mais forte que é a interação social. Desde o infantil até o adulto. Retirar as crianças e jovens nas horas vagas das ruas e da frente do computador e coloca-las em uma atividade cultural onde se tem responsabilidade, conhecimento cultural, diversão, interação com outras pessoas, e principalmente a atividade física e motora, é de muita importância para as crianças e jovens de hoje. Temos crianças que são hiperativas ou problemáticas que ao assumir esse desafio, melhoram em muito o seu estilo de vida”, destaca.

Já foram muitas apresentações, desde 1992, quando tudo começou. De acordo com Mathias, os principais eventos que já participaram foram em Joinville (SC); em Missiones, na Argentina; em Blumenau na Vila Germânica; Teatro Guaíra, em Curitiba; Nova Veneza (SC), Guarani das missões (RS); Foz do Iguaçu (PR); Brusque (SC) e Indaial (SC). “Recentemente estivemos em Prudentópolis, onde o povo aplaudiu todas as danças em pé, foi incrível”, conta.

Segundo Mathias, em vários lugares o povo se encanta com o grupo, tira foto e faz amizade. “É importante saber que levamos o nome de São Mateus do Sul para todos estes lugares e que isto gera uma boa impressão para quem é de fora. Onde quer que convidem o grupo, estaremos lá! Seja no palco ou no chão, com o mesmo sorriso no rosto e vontade de divulgar cada vez mais a nossa história e dos nossos avós. O grupo passou por momentos difíceis, sem dinheiro nem para lavar os trajes, e com poucos componentes onde se mostrou a força do grupo que teve como principal o grupo infantil, muitos que dançavam no infantil subiram para o adulto e estão até hoje. As conquistas foram muitas, mas as principais foram as do Festival de Dança de Joinville em 2004 (4ºlugar) e 2011 (2ºlugar) o maior festival de dança do mundo, onde tivemos experiências inesquecíveis, dividindo o palco com dançarinos profissionais e sendo avaliados por quem vive de dança, foi incrível”, finaliza.

Para a sua vida, o Karolinka é tudo. “O Karolinka para mim é muito importante. Por meio do grupo, fiz amigos, os quais chamo de irmãos. Tenho descendência polonesa mas nunca tinha me dado conta do quanto ela era especial, minha mãe e avós conversavam em polonês e eu achava engraçado. O grupo hoje faz parte da minha vida, as conquistas foram a cereja do bolo, mas com certeza as amizades feitas não só dentro do grupo como em vários lugares, e principalmente o conhecimento cultural foram os principais motivos da minha paixão. Para São Mateus do Sul a importância é ainda maior, poucas são as entidades que divulgam a cultura e também o nome do nosso município para fora, nós somos uma delas”, conclui.

Confira as fotos:

Fundadora e proprietária da Gazeta Informativa, graduada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo e pós-graduada em Produção e Avaliação de Conteúdos para as Mídias Digitais.

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