Artigo de Opinião

O luto é do tamanho do nosso amor

(Imagem Ilustrativa)

Infelizmente no mês de fevereiro passei pela primeira vez por um dos momentos que mais tememos quando estamos aqui compartilhando carinho com as outras pessoas: a morte de alguém que significa tanta coisa boa em sua vida.

Quando estamos frente à frente com a morte, e com aquele corpo sem vida, percebemos o quanto é importante viver, amar e falar tudo que sente para uma pessoa em vida. Independente de religião, ainda é um grande mistério o que acontece depois da morte, e toda essa incógnita me faz pensar no quão complexo são as nossas preocupações e prioridades.

Com a correria do dia a dia, muitas vezes nos preocupamos, nos estressamos e nos afastamos de pessoas que mesmo sabendo que são importantes em nossa vida, não conseguimos conciliar tempo para jogar uma conversa fora e compartilhar dos bons momentos. E só quando nos deparamos com a morte, percebemos o quão valioso são esses momentos.

De acordo com o psiquiatra inglês Colin Murray Parkess sobre a vivência de um luto, ele defende que esse momento é o preço que pagamos pelo amor que sentimentos pelo ente querido. Quando você ama muito, a dor da perda é da mesma proporção, mas quanto maior o amor, mais fácil será a cura para esta dor.

Quando você se preocupa e ama muito uma pessoa e não consegue pensar na hipótese de perdê-la algum dia, você precisa usar do agora para demonstrar todo esse amor que você esconde aí dentro para ela, validando sempre na prática todo esse afeto.

No momento em que perdemos alguém, a única coisa que não devemos sentir é arrependimento por não ter demonstrado e vivido todo esse amor em todos os aspectos possíveis quando essa pessoa estava presente. Quando amamos e provamos isso, o método de cura para tudo é mais eficaz.

Não devemos perder tempo nessa vida com coisas irrelevantes e que não acrescentam em nada. Devemos compartilhar tempo com aqueles que realmente importam e que fazem a nossa vida valer a pena cada segundo.

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