O grupo é membro da igreja evangélica Bola de Neve. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Esses dias na aula estávamos falando sobre simpatia e empatia. Confesso que antes eu pensava que era tudo a mesma coisa. Em uma pesquisa básica no dicionário encontramos que: simpatia – afinidade moral, similitude no sentir e no pensar que aproxima duas ou mais pessoas; empatia – compreender emocionalmente. Apesar da rima entre as duas palavras – e sua similaridade –, na prática é completamente diferente. Ser simpático não quer dizer que você seja empático.

De segunda à sexta, por volta das 22h30, eu desço para o ponto de ônibus em União da Vitória para voltar para São Mateus do Sul. Com a rotina entre trabalho e faculdade, as jantas não são nada frequentes e pacotes de bolacha se tornam uma das principais refeições da noite. Não que eu passe fome ou algo do tipo, mas com a correria é o mais prático que tem. Há algumas semanas, eu e um amigo estávamos esperando o ônibus no lugar de sempre. Vimos uma movimentação de um grupo de pessoas segurando térmicas de café e uma bacia cheia de sanduíches. De primeiro momento pensei que eles estivessem vendendo. “Vocês aceitam um café e um pãozinho? É de graça!”, indagou uma das integrantes.

O grupo é membro da igreja evangélica Bola de Neve e naquele momento eles não estavam levantando bandeiras religiosas ou querendo se autopromover em uma ação registrando todos os momentos e divulgando pelas redes sociais. Eles queriam apenas melhorar a noite dos estudantes que esperavam cansados. Isso é empatia! Olhar o outro e entender em todo seu contexto o que ele está passando. A simpatia fica por conta da atenção e o sorriso no rosto. A empatia é na prática, é realmente se colocar no lugar do outro sem pré-julgamentos.

Toda segunda-feira à noite o grupo está lá entregando café e distribuindo pães. Faça chuva, calor ou frio. No começo você percebe que alguns alunos relutam em ir até lá – creio que pela falta de costume em ver ações como essa (difícil que isso faça parte da nossa realidade né?) Mas tenho certeza que a semente do bem e do carinho é compartilhada em cada pãozinho daquele. Distribua empatia e melhore o dia de alguém sem querer nada em troca.

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
Não seja um abutre!
A cultura do pão de padeiro e do café xucro
Queria ainda pensar como criança