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O pescador que criou receitas para melhorar seu desempenho no Rio Iguaçu

Cláudio Polinski e algumas fotos de suas pescarias já realizadas ao longo da vida. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Cláudio Polinski, de 71 anos, se interessou pela pescaria aos 8 anos de idade na comunidade de Estiva, interior do município de São Mateus do Sul. Lá nasceu e passou a infância com os irmãos, e desde aquela época, a curiosidade pela pesca tomou conta de sua vida. Saia pelas estradas de chão da comunidade atrás de lagoas e tanques para olhar os peixes, e o interesse daquele pequeno garoto foi se tornando a paixão que hoje toma conta dos finais de semana da vida do pescador.

“Com 8 anos eu pescava muito com arpão. Naquele tempo era muito difícil conseguir anzol para pescar, meu pai tinha uma ferraria e fazia anzol de pontinha de prego, lembro dele apontando o prego e virando no formato com ponta para poder pescar. Pegávamos vara de taquaral de galho, que tinha muito nas várzeas, e isso se tornava a nossa vara de pescar”, explica Cláudio.

A pesca do primeiro peixe não pode ser esquecida, aconteceu após uma grande chuva, “eu peguei o arpão e fui até uma lagoa, e do lado tinha o rio que encheu por conta da chuva, e como a lagoa era baixa os dois viraram um só. Sai procurando e vi um bagre na corredeira, tinha uma cerca entre o rio e a lagoa, entrei nas frestas entre as tábuas, e larguei a fisga conseguindo pegar o bagre”, conta.

Sendo o mais novo de 14 irmãos, os mais velhos saiam pescar no Rio Iguaçu, e para não levar o caçula junto, o assustavam com histórias, “nunca queriam me levar. Eles iam com barco de madeira na frente pela estrada, eu esperava um pouco e depois ia atrás, quando viam eu estava indo junto. Me assustavam falando que tinha onça e muito bicho perigoso, quando eu entrava no barco eles começavam a balançar para me deixar com medo e não ir na outra vez, isso não me assustou e continuo indo pescar até hoje”, comenta Cláudio.

Pescador há 63 anos, Polinski (como é conhecido pelos pescadores de São Mateus do Sul), coleciona molinetes, anzóis, varas para pesca e, realizou o tão esperado sonho: a compra de um barco que foi adquirido após a sua aposentadoria há 18 anos e que o acompanha nos caminhos percorridos pelo Rio Iguaçu.

Guarda fotos dos maiores peixes já pescados, e conta que a maior já capturada foi uma carpa de 18,5 kg no Rio Iguaçu, que na ocasião, Cláudio estava com o seu companheiro de pesca Hailton Márcio Pavanelo, amigo que o acompanha nas pescarias e que também é testemunha de muitas histórias do pescador.

“Há 15 anos atrás tive a oportunidade de conhecer o seu Cláudio Polinski com o qual fiz uma grande amizade e que me ensinou muitas das suas experiências de pescaria, e desde aquele tempo até hoje pescamos juntos todos os finais de semana faça sol ou chuva. Um grande pescador e amigo, pretendo pescar com ele por muitos anos ainda”, diz Márcio.

Respeitando as limitações em época de piracema, Cláudio tem todo cuidado quando o assunto é respeitar a reprodução migratória dos peixes, e comenta que essa é uma época importante para manter a biodiversidade dos rios.

Além de realizar com êxito as pescas, Polinski criou receitas que já foram repassadas para muitas pessoas, e que de acordo com ele “é uma boa isca para os peixes, e posso dizer que peguei as minhas maiores carpas desse jeito”. Cláudio repassou para a Gazeta Informativa dicas para iscas caseiras. Muitos colegas de pesca confirmam que realmente essas receitas dão certo quando o assunto é pescar os maiores peixes.

Massa rosa 

Nessa receita, o pescador irá precisar de 500g de farinha de mandioca branca, 200g de farinha de trigo, 200g de fubá, 2 colheres de sopa de pó de nesquik, 3 colheres de sopa de mel, e meio litro de água quente. Mexe todos os ingredientes em uma bacia como se fosse massa de pão, até ficar macia, e depois é só fazer bolinhas e colocar no anzol para a pesca. É recomendável para a pesca de carpas.

Massa branca

Agora o pescador precisará de 500g de farinha de mandioca branca, 200g de fubá, 200g de farinha de milho, 4 colheres de sopa de açúcar e meio litro de água quente. O preparo é da mesma maneira que a massa rosa, mexendo todos os ingredientes até a massa ficar macia.

Massa para o anzol chuveirinho

Com esse tipo de anzol, você irá precisar de 500g de farinha de mandioca, 4 colheres de açúcar e meio litro de água quente para a massa ficar na consistência para poder fazer uma “coxinha” para ser colocado nesse tipo de anzol.“Eu tendo saúde continuarei indo pescar, porque me sinto tranquilo e todas as preocupações passam, a pescaria para mim é uma paixão”, encerra Cláudio.

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