Cláudia Burdzinski é repórter do jornal Gazeta Informativa, uma das responsáveis pelos textos da redação. (Foto: Gazeta Informativa)

Pautas, anotações, microfone, câmeras, sonoplastia, gravadores e notícias que precisam ser repassadas para o público da melhor maneira possível. Esse é um pouco do cotidiano apressado de um repórter, profissional responsável por levar informação para os diversos meios de comunicação: jornal impresso, rádio, TV e internet.

No dia 16 de fevereiro é comorado o Dia do Repórter, e na edição dessa semana, traremos a história de três são-mateuenses que convivem diariamente com a rotina das reportagens. Em um mundo em que as notícias falsas tomam conta da internet em questão de segundos, é função de um repórter checar as informações e levar até o telespectador o que de fato acontece. O amor pela profissão anda lado a lado com o comprometimento ao público.

Potência na voz

Cleverson Daniel Bugai Portes trabalha em quatro programas na rádio Cultura Sul FM. (Foto: Acervo Pessoal)

De voz conhecida por toda a região, o são-mateuense Cleverson Daniel Bugai Portes, acadêmico do sétimo período de jornalismo, iniciou sua carreira muito jovem, aos 12 anos de idade. O radialista, que atualmente trabalha na rádio Cultura Sul FM apresentando quatro programas, teve seu primeiro contato com o rádio no ensino fundamental, quando uma professora instigou os alunos a escreverem sobre uma profissão. “Não sei o motivo, mas resolvi escrever sobre um radialista, e entrei em contato com o Elias Iensen, que hoje é meu colega de trabalho”, relembra. Realizando perguntas na área e demonstrando curiosidade sobre a profissão, Cleverson comenta que essa foi a primeira entrevista de sua vida. “O Elias disse que eu levava jeito e tinha uma voz com muito potencial para o rádio. Nunca pensei em ser radialista, mas sai de lá sabendo o que eu queria fazer da minha vida”, diz.

Contando com a colaboração de amigos, que foram fundamentais em toda a experiência de conhecimento no rádio, como sonoplastia e técnicas, Cleverson reforça a gratidão por todo o apoio dos radialistas Rubens de Lima e Joelson Luis da rádio Difusora do Xisto, que o incentivaram em toda a juventude. “Lembro que ia até a sede da Difusora para aprender a lidar com todos os aparelhos. Eu apresentava programas fora do ar, para treinar a voz”, recorda. Com o passar dos anos, o jovem foi ganhando reconhecimento no rádio e começou a traçar a sua carreira profissional. Aos 13 anos, trabalhava nos fins de semana na rádio Vale do Iguaçu FM, em São João do Triunfo. Com 16, atuou por dois anos na 105.1, atual Massa FM, em Canoinhas. Hoje, uma das áreas que mais gosta de exercer são as reportagens de entretenimento, ganhando destaque nos programas apresentados no período da tarde pela Cultura Sul FM. “O rádio é o teatro da imaginação, e me sinto privilegiado por ter nascido com o dom da comunicação. É uma profissão que exige criatividade, pois você precisa sempre se reinventar em uma plataforma que é o alicerce para todos os meios de comunicação. Tenho duas principais motivações, meu filho Nicolas de 6 anos e minha irmã Cristiane, a principal ouvinte e incentivadora do meu trabalho. Agradeço o apoio de toda família Fayad e Bacil pelas oportunidades recebidas”, diz.

Com câmera e microfone em mãos

O são-mateuense Lucas Polak sempre possuiu uma admiração pelo jornalismo, e essa paixão de infância foi se solidificando na juventude. Trabalhando como comentarista esportivo em transmissões ao vivo em rádios do município, Polak também já escreveu para a Gazeta Informativa, e desde 2016 atua como repórter na TV Mill, filiada da TV Cultura em União da Vitória. Segundo ele, o que mais recompensa na área profissional é vivenciar um pouco de cada história, conhecer culturas, fazer amizades e aprender nas diversas áreas que a profissão proporciona – impresso, on-line, TV e rádio. “Eu não me vejo atuando em outra área, nunca sabemos o dia de amanhã, mas pretendo seguir sempre com o jornalismo. Há 12 anos no ensino fundamental minha professora pediu para listar 10 sonhos à serem realizados em 10 anos, um deles era o desejo de ser jornalista formado ou estar cursando jornalismo. Estou estudando, o sentimento de estar chegando no final da faculdade é de muita gratidão, pois é um dos meus tantos sonhos que estou lutando para conquistar”, diz.

Lucas Polak é repórter da TV Mill, e responsável por coberturas jornalísticas pelo Vale do Iguaçu. (Foto: Acervo Pessoal)

Com câmera e microfone em mãos, Polak é responsável por coberturas jornalísticas e reportagens pela região do Vale do Iguaçu. “Assim como em todas profissões, independente das dificuldades e barreiras que estiverem no caminho, se é um sonho tem que correr atrás. Muitos desafios irão surgir, mas a diferença na reportagem é que quando fazemos com amor no final tudo dá certo e sai até melhor que o planejado. Ter a oportunidade de apresentar e vivenciar as histórias de várias pessoas, sem dúvidas é um privilégio”, garante.

A importância e a força das palavras no meio informativo

O meio impresso é uma importante plataforma de informação, pois deixará registrado na história fatos relevantes de uma região. “Sempre fui muito curiosa, e nesses relances, acabei me encantando pela área do jornalismo pois sabia que ali eu poderia compartilhar as histórias das tantas pessoas incríveis que conheço”, conta Cláudia Burdzinski, repórter da Gazeta Informativa há um ano e oito meses. A estudante de jornalismo se encantou pela área quando percebeu a importância e a força das palavras no meio informativo, e acreditou que poderia fazer a diferença nessa área profissional. “Gosto dessa aproximação das reportagens com o público. Tenho contato com pessoas de diversas idades, e é recompensador quando depois de tudo pronto, os leitores demonstram interesse pelo nosso trabalho”, diz. Sua primeira participação em jornais foi através do jornal O Observador, do Colégio Estadual São Mateus. A são-mateuense também participou da Pastoral de Comunicação da Diocese de União da Vitória, realizando coberturas de eventos missionários.

Formada em jornalismo, Thaís Siqueira é a proprietária e quem dirige o jornal Gazeta Informativa. (Foto: Gazeta Informativa)

Cláudia acredita no potencial da área jornalística do futuro, principalmente em apurações e reportagens que repassem credibilidade na hora de informar. “Hoje, algumas pessoas ficam na dúvida se a notícia é ou não verdadeira, principalmente pela forte disseminação de fake news pela internet. Acredito que como repórter, o comprometimento com a checagem de notícias é o primeiro passo antes de comunicar um fato. Todos os dias as pessoas possuem um contato com a reportagem, seja por jornais impressos, rádio, internet ou TV, e ter a oportunidade de trabalhar em uma profissão que permita que um conteúdo de qualidade chegue até o público, é gratificante!”

Comprometimento em oferecer jornalismo de qualidade com credibilidade

Formada em jornalismo, Thaís Siqueira é a proprietária e quem dirige a Gazeta Informativa. “Sou uma profissional que coordena o jornal como um todo. Além de administrar a empresa, também desempenho o importante papel de repórter, atualizando o site e redes sociais do GI com notícias e curiosidades, fazendo transmissões ao vivo na internet, produzindo vídeos, editando textos e imagens, redigindo reportagens, elaborando pautas e diagramando as páginas do jornal impresso”, descreve.
Thaís conta que desde muito nova sempre foi encantada pela àrea da comunicação. “Não me vejo fazendo outra coisa. Eu amo o que faço. Trabalhar com comunicação e, principalmente, com jornal, é simplesmente fascinante e só quem realmente está inserido nesse meio sabe melhor sobre o que estou falando. Poder levar o conteúdo que produzimos para as pessoas é gratificante e fazer tudo isso com o comprometimento em oferecer jornalismo de qualidade com credibilidade é o nosso dever”, comenta.

Thaís garante que trabalha com afinco. De acordo com ela, para dirigir um jornal é preciso ter muita paixão, determinação, disciplina, responsabilidade e dedicação. “E sou daquelas que acreditam que o jornal impresso, a revista e o livro não irão morrer. Assim como o rádio não morreu com o advento da TV ou internet. É a mesma lógica, tem espaço para todos. Porém é necessário se reinventar. A Gazeta Informativa está no impresso e de forma intensa na internet. Temos público para todos os meios. O jornalismo local está ganhando cada vez mais espaço. É desafiador mas compensador”, acrescenta.

E para finalizar, a jornalista deixa uma mensagem para todos os colegas de profissão: “desejo que vocês sejam felizes e apaixonados pelo que fazem, que nunca desistam desta profissão que é muito linda, sempre duvidem de tudo e sejam incansáveis na busca pela melhor pauta e informação. O leitor merece.”

Redação do jornal Gazeta Informativa

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