Diogo e a pequena Martina, protegidos pelo amor de Jéssica que agora ilumina os dois. (Foto: Micheli Moura Fotografias)

Os laços de amor materno são relações que se estendem muito além do convívio e da percepção humana. Esse tipo de contato se materializa todos os dias nas mais variadas formas, sua presença podendo ser sentida guiando nossas vidas, mesmo que direto das estrelas. A pequena Martina completou seu primeiro ano de vida no último dia 17, acompanhada pelo pai, Diogo Przyvitowski e pelo intenso amor de sua mãe, Jéssica Cordeiro, que acabou falecendo 6 dias após o parto da bebê. A pureza do ato de entrega da mãe, que apesar das complicações para gestar a filha, optou por seguir o chamado de Deus e deu vida à pequena menina, segue fortalecendo os familiares e aqueles que a rodeiam.

Aos 6 meses de gestação, o casal descobriu que a vida de Martina estava em perigo, pois ela não estava se movimentando na barriga da mãe. Jéssica precisou realizar uma cesárea de emergência e a pequena nasceu com 29 semanas. A mãe pôde conhecer sua filha, fruto de tanto amor e dedicação para que ela sobrevivesse. “Foi um ano de muitas mudanças, eu tenho que viver e fazer o melhor pela minha filha, como a Jéssica fez. Os 3 primeiros meses de vida da Martina nós passamos na UTI Neonatal em Curitiba, então eu ficava horas com ela lá todos os dias”, conta Diogo.

A prematuridade extrema fez com que a chegada em casa apresentasse vários desafios a Diogo e aos avós da pequena, que também derramam seu amor sobre a menina. “A Martina segue fazendo acompanhamento médico para cuidar de sua saúde, mas tudo está caminhando bem. Os avós dela são pessoas muito importantes para nós, pois sentimos seu cuidado e atenção conosco”, comentou ele.

O sentimento de ser pai

Diogo segue se nutrindo das forças da própria Martina e dos familiares para continuar vivendo em paz. A vida apresenta algumas situações de difícil compreensão, mas o tempo que foi passado nunca foi em vão e mantém vivas suas marcas. “Tento ser o melhor pai para a minha filha, assim como a Jéssica foi a melhor mãe que ela poderia ter. Tenho certeza de que aonde quer que ela esteja, está cuidando de cada passo que a Martina dá”, ele ressalta.

A pequena Martina e o pai, Diogo, em um passeio realizado nos primeiros meses de 2020. (Foto: Acervo pessoal)

A sensação de saudade ficará sempre presente na memória do pai. A intensidade dos momentos que precederam a gestação da pequena Martina e a partida precoce de sua mãe, que depositou todo o seu amor e forças para gerar a criança, marcaram com muito amor a vida daqueles que permanecem aqui. “A Martina tanto na sua personalidade, quanto fisicamente, lembra muito a sua mãe. Ela sorri muito, tem uma personalidade forte e às vezes é braba também. O lado bom disso é que ela lembra muito a Jéssica, o que alivia um pouco as saudades que sentimos”, comentou Diogo.

A força do amor materno

Martina e Diogo seguem vivendo em São Mateus do Sul. Os cuidados tomados com a pandemia do Covid-19 tornaram a comemoração do primeiro aniversário da pequena mais discreta, pois o isolamento é bastante recomendado para crianças nesses momentos. O amor que Jéssica depositou em Martina e Diogo é o maior dos presentes, coisa difícil de traduzir, mas que será a principal força no caminho dos dois. “Ser pai é algo totalmente inexplicável, é algo único e um sentimento muito bom. Amo minha filha e sei que ela herdou toda a força e a garra da mãe dela”, finaliza ele.

CHARGE

Reprodução/charge publicada na edição impressa da Gazeta Informativa, nº 222, do dia 09/08/2019

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