Jornal de São Mateus do Sul (PR) e região

O que fazer com a sua felicidade?

Imagem Ilustrativa

Tem uma música de uma das minhas cantoras favoritas de todos os tempos, Lana Linda Maravilhosa Del Rey, que se chama “Video Games”. Por algum motivo por mim ainda não especificado, durante os últimos dias eu acabei pensando muito sobre a felicidade e o amor. Talvez seja porque eu cheguei em um ponto da minha vida em que nada faz mais muito sentido, porque eu passei treze anos da minha vida fazendo todos os dias a mesma coisa e agora, do nada, eu tenho que passar em um vestibular e mudar completamente minha rotina para viver (se Deus quiser) como uma universitária ano que vem, o que é meio apavorante até certo ponto.

Enfim, o que a música da minha mozona tem a ver com a felicidade? Absolutamente nada. Ou quase nada. Eu só estou citando-a pois tem um certo trecho dela que diz assim: “They say that the world was built for two / Only worth living if somebody is loving you”, que em uma tradução livre seria como “Eles dizem que o mundo foi construído para dois / Só vale a pena viver se alguém estiver amando você”. Enquanto eu ouvia essa música, apareceu um vídeo na minha timeline do Facebook de uma menina falando sobre amor próprio, infelizmente eu não achei mais o vídeo e nem me lembro do nome da menina, mas as palavras dela eram muito boas.

Além disso, há pouco tempo percebi como eu tenho, ou tinha, o péssimo costume de “depositar” minha felicidade nas outras pessoas, que era um dos tópicos que aquela menina falava. Então eu estive pensando como, de certa forma, criamos ou criam essa ideia daqueles versos ali na nossa cabeça, principalmente para as pessoas com a autoestima um pouco mais baixa. O que esse “depositar” quer dizer é como “Eu estou feliz, mas a minha felicidade deve estar presa à alguma coisa ou a alguém para que ela seja estável, pois eu não consigo ser suficiente sozinho, se eu não tiver algo com o qual eu possa definir minha felicidade, está errado”.

Se você pensar bem, desde sempre filmes, séries ou mesmo as pessoas nos fazem acreditar que não somos suficientes sozinhos. Inclusive, quando você era criança, se você dissesse que não gostava de nenhum menino da sala você podia perder suas amigas porque você só poderia estar mentindo, não gostar de ninguém era uma coisa impensável.

Aí que eu entro com a ideia daquela menina superlegal, que defendia sem parar a ideia de que todo mundo pode ser feliz sozinho, suficiente por si só e ter a felicidade própria em si mesmo. Segundo ela, não precisamos estar com alguém ou achar que dependemos dos outros para estarmos “completos”, porque somos indivíduos livres, podemos ser nossos melhores amigos e pessoas favoritas, assim como devemos ter a consciência de que a pessoa mais importante do mundo somos nós mesmos, não podemos viver com uma pessoa que nos faça mal ou que não faça diferença nas nossas vidas apenas para não ficarmos “sozinhos”. A nossa companhia é a mais imprescindível de todas.

Por outro lado, para mim, aqueles dois versos de “Vídeo Games” são completamente verdade, mas apenas se for levado em consideração de uma forma mais ampla, não só como um amor de casal, como a música cita, mas como qualquer forma de amor. Particularmente, eu não acho possível viver sem nenhum tipo de demonstração de afeto, até o amor que seus animaizinhos lhe dão é necessário, uma pessoa sem amor, a meu ver, acabaria ficando infeliz.

Enfim, eu gostei bastante da minha reflexão sobre a felicidade desses últimos dias, inclusive recomendo, pois acabei percebendo como a minha percepção de felicidade estava distorcida ultimamente, coisa que aconteceu sem que eu percebesse.

Beijos, Anna.
annajulia.reginato@yahoo.com.br

Anna Julia Reginato

Anna Julia Reginato

“Opa, opa, opa, quem é essa doida aqui? ” Eu sei que você deve estar se perguntando isso. E eu respondo a sua interessantíssima pergunta! Eu sou a Anna Julia, tenho 16 anos, estou no terceiro ano do Ensino Médio e realmente faltam alguns parafusos dentro da minha cachola, mas fazer o que? Como diz o Chapeleiro Maluco: as melhores pessoas são assim. “Nossa, 16 anos, o que que ela sabe sobre a vida para escrever uma coluna? ” Outra excelente indagação, caro leitor. Sabe o que eu sei? O monte de doideira que todo adolescente vive. Eu não sou “vida loka”, não vou muito em festas, nem tenho uma vida tããão agitada ou um círculo de amigos muito grande, mas meu mundinho é bem diferente, pode ter certeza. Por exemplo: não são muitas as pessoas da minha faixa etária que gostam de ler e escrever, mas eu amo! Inclusive aqui vos escreve alguém que pretende cursar Jornalismo. Sabe por quê? Porque eu sou especialista em falar e adoro conversar.
Anna Julia Reginato

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