Deputada Tabata Amaral, ativista pela educação. (Foto: Reprodução ISTOÉ)

Quem poderia ser aquela mulher, de voz moderada e uma educação suficiente para desbancar e deixar sem argumentos o ex-ministro da educação Ricardo Vélez Rodríguez? Bem, foi essa percepção que me fez pesquisar um pouco mais sobre a deputada federal Tabata Amaral, eleita através do Partido Democrático Trabalhista (PDT), pelo estado de São Paulo.

Com apenas 25 anos – mas com argumentos e capacidade intelectual que supera alguns deputados com mais de 25 anos de Casa –, a ativista pela educação somou mais de 260 mil votos, e em seu primeiro mandato, a educação se transforma em uma importante “arma” de luta. Vinda da periferia – mas nunca levando isso como vantagem ou apelo político –, foi essa mesma educação defendida por Tabata que a levou para cursar Ciência Política e Astrofísica em Harvard, nos Estados Unidos.

As mesmas oportunidades e bolsas de estudos oferecidos para moldar o desempenho de Tabata, é a inspiração que a leva para, diariamente, fazer com que mais pessoas conheçam essa chance de transformação. Em época no qual a criminalidade estampa noticiários, a deputada reforça com autonomia que a principal maneira de oportunizar um desenvolvimento adequado para um país é através de um ensino qualificado.

“A renovação política não pode ser apenas uma mudança de nomes”, analisa Tabata em sua coluna na Folha de São Paulo que estreou na última semana. A deputada acredita que só chegou aonde está na política através das pessoas que enxergaram em sua candidatura uma oportunidade educacional que é vista como falha na realidade brasileira.

Mas o que Tabata tem a nos ensinar sobre a força da verdadeira educação tanto no sentido de ensino quanto no respeito? Trabalhando em mandato aberto com justa colaboração da população e de sua equipe, a deputada busca, acima de tudo, o debate democrático entre apoiadores de suas causas e também àqueles que pensam diferente. É através de diálogos inteligentes e que tendem à somar que as ideias começam a fluir. A verdadeira educação inicia com um papel e uma caneta em mãos, e é através deles que temos a garantia do “progresso” tão priorizado em nossa bandeira.

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