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O sabor do Natal nas cozinhas são-mateuenses

Fotos: Cássia Miranda

“Gosto de saber que meus produtos vão ser um agrado carinhoso para outras pessoas e que vão estar presentes em comemorações de outras famílias. É gratificante!”, diz Fernanda Silvestre, do Ateliê do Sabor. (Fotos: Cássia Miranda)

O cuidado está presente desde a seleção dos ingredientes até o arremate final da decoração. As receitas são seguidas com cuidado e carinho, tudo para que os clientes tenham produtos de qualidade à mesa, principalmente no período natalino. Desde o mês de outubro, quando as primeiras encomendas de produtos de Natal começam a chegar, até a véspera da data, o trabalho é constante. Todos os dias novas formadas de bolos, panetones, chocotones e pães de mel são produzidos nas cozinhas das quituteiras são-mateuenses.

“Tenho encomendas de segunda a segunda e às vezes preciso até dizer não a alguns clientes”, conta a confeiteira Janete Zielisnki, que começou a cozinhar para fora na Páscoa de 2010. “Até aquele ano eu era dona de casa. Decidi fazer alguns produtos para vender durante a Páscoa. As pessoas gostaram e continuaram fazendo encomenda para Natal e aniversários, a partir dali encontrei uma profissão na qual me realizo”, encerra.

“Nos últimos três meses do ano vendemos em média 800 pães de mel e mais de 250 chocotones trufados”, conta Josiane Silvestre.

O Secretário Municipal de Indústria e Comércio, Renato Possebon, confirma a impressão de que nesse ano a crise não afetará as vendas de alimentos natalinos. “As pessoas economizam no amigo secreto e nos presentes mais caros para garantir as comidas de final de ano. A reunião da família ao redor da mesa é a marca dessa época. Nesse sentido, as pessoas não economizam e acabam investindo muito no comércio local. E aqui em São Mateus nós temos ótimos produtos caseiros e de microempreendedores individuais (MEI)”, afirma.

Além de ser uma possibilidade de independência financeira, a produção desses alimentos também funciona como complementação de renda. A professora Josiane Silvestre dedica o tempo em que não está na sala de aula para cozinhar chocotones e pães de mel, sua marca registrada. “Nos últimos três meses do ano vendemos em média 800 pães de mel e mais de 250 chocotones trufados”, conta. No ramo há mais de 10 anos, Josiane acredita que o diferencial dos produtos caseiros está na qualidade. “São produtos frescos, bem recheados e com arremate quase artesanal. Essa é a nossa marca!”.

As possibilidades que o trabalho como cozinheira autônoma deu à nutricionista funcional, Fernanda Silvestre, foram o incentivo para que ela se tornasse uma MEI. Com mais facilidade de acesso a fornecedores, emissão de nota fiscal e abertura de conta bancária, ela vê cada vez mais futuro para o seu negócio.

Há menos de um ano Fernanda decidiu deixar a cozinha da casa da mãe e abrir o “Ateliê do Sabor”. Famosa na cidade por produzir pratos ‘diferentes’ e saudáveis, com opções que não levam açúcar e trigo, Fernanda também diz não estar sendo afetada pela crise. “Até agora as encomendas estão seguindo o ritmo dos anos anteriores. O que acontece muito é as pessoas deixam a maior parte das encomendas para os últimos dias”, comenta. Apesar da sobrecarga que acontece na semana do Natal, Fernanda completa dizendo sobre o prazer de fazer parte desses momentos. “Gosto de saber que meus produtos vão ser um agrado carinhoso para outras pessoas e que vão estar presentes em comemorações de outras famílias. É gratificante!”, diz.

Cássia Miranda
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