Os Caminhos do Desenvolvimento

O Turismo levado a sério

Imagem Ilustrativa

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Já parou pra pensar, que quando viajamos por aí, somos nós os consumidores que nos deslocamos até o produto ou serviço? Seja ele um evento, um passeio ou um prato típico? Essa é uma das particularidades que o turismo tem, a sua capacidade de maximizar o aproveitamento dos recursos de uma região para serem comercializados, sem por isso se esgotar pelo consumo ou precisarem ser transportados até os consumidores.

Se aplicarmos esse ângulo de visão para a nossa realidade, ficaremos surpresos pelas inúmeras possibilidades que podem ser criadas ou avivadas para desenvolver a atividade turística em nossa região. A nossa história por si só já é uma fonte inspiradora pelos seus diversos ciclos econômicos, como o da navegação e o da erva-mate, ou pelas contribuições culturais trazidas pelos imigrantes. Um aspecto muito positivo são as inúmeras localidades do nosso interior que podem se beneficiar imensamente ao explorar o turismo rural, agregando valor a sua propriedade através da arte de “bem receber” os visitantes, envolvendo toda a comunidade local como produtora de bens e serviços, incorporando para isso desde os mais jovens até os mais idosos.

Uma das mais belas faces dessa atividade surge do grande número de opções de interesse que devem ser disponibilizadas ao visitante para que ele tenha uma experiência agradável e isso possibilita o surgimento de uma rede de micro e pequenas empresas que constituem verdadeiros elos, formando uma cadeia produtiva do turismo. Lauro Roberto Roehrig, coordenador do Grupo de Turismo e Infraestrutura do NDE – Núcleo de Desenvolvimento e Empreendedorismo – destaca a importância do turismo pela sua capacidade de atrair recursos para a cidade, melhorando a infraestrutura e potencializando o comércio local. “Nós temos a cultura polonesa, a erva-mate, o xisto e o charque à vapor que podem ser explorados de forma mais intensa, proporcionando um aquecimento na economia local. Podemos citar Pomerode em Santa Catarina como um exemplo de uma cidade menor que São Mateus do Sul e que atrai turistas praticamente o ano todo com a Festa Pomerana e a Festa da Páscoa”, comenta.

No Brasil, o turismo representa cerca de 3,6% do PIB, empregando de forma direta ou indireta mais de 10 milhões de pessoas. Para envolver a satisfação do visitante é necessário organizar atividades que vão da facilitação nos deslocamentos, portfólio de atrativos, gastronomia diversificada e a oferta de objetos que representam a cultura local. Esse é um belo exemplo de parceria público-privada a ser criada, pois os investimentos dos empreendedores locais devem ter a contrapartida da administração pública através de uma infraestrutura local adequada, como o cuidado geral com a cidade e boas estradas de acesso ao meio rural, por exemplo, além de contribuir em divulgar o município. Possuir um órgão responsável e prever orçamento para a área são algumas das exigências para integrar o SNTur – Sistema Nacional de Turismo – o que contribui para receber recursos federais destinados ao fomento do turismo.

Levar a sério o turismo e profissionalizar o setor é primordial, além de uma comunidade orgulhosa do valor de suas raízes. Despontar São Mateus do Sul como o destino de passeios advindos de diversas regiões do país e porque não, de outros países, afinal, não precisa ser apenas um sonho.

Ingrid Ulbrich
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