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Orgulho de ser DJ

“Para ser um DJ, primeiro queira ser pelo amor e não pelo status, hoje em dia virou moda ser DJ, tanto pela facilidade de alguns equipamentos, como pelo glamour que gira em torno deste artista, mas sem determinação, paciência, trabalho sério e humildade, são poucos que chegam a este patamar almejado”, diz Ricardo. (Foto: Arquivo Pessoal)

Você sabia que no dia 09 de março é comemorado o Dia Internacional do DJ? Não? Então fique sabendo. Neste ano a data caiu em uma segunda-feira e para parabenizar todos os profissionais desta área, o Jornal Gazeta Informativa fez uma reportagem especial.

Para quem não sabe, a palavra DJ é uma sigla em inglês que significa disc jockey, ou em português, disco jóquei. O mais comum é usar a sigla em vez do nome completo. Um DJ é um artista responsável por transmitir música (muitas vezes da sua autoria) na rádio, televisão ou em qualquer local onde se ouça música (boates, discotecas, festas, eventos etc).

Ser DJ significa conhecer música o mais profundamente possível, ou seja, cultural e tecnicamente. É saber administrar e usar este conhecimento de forma estratégica para agradar e divertir o público. É saber analisar o comportamento do público e escolher músicas de acordo com certas características sonoras e o objetivo em relação ao comportamento e reação que deseja provocar na maioria das pessoas daquele evento e/ou festa.

Ricardo Dick de São Mateus do Sul é DJ há mais de 10 anos e sente orgulho disso. Para ele, o profissional desta área, acima de tudo deve amar o que faz, pois só assim estará realizado com sua profissão, afinal serão dedicados horas preciosas de seu tempo, “por vezes virando a noite, atrás de músicas, pensando no set (conjunto de músicas que o DJ toca em certo período) que levará a pista e contará a melhor história ou o que melhor transformará em sentimentos marcantes aquele momento em que você está no palco. Para ser um DJ, primeiro queira ser pelo amor e não pelo status, hoje em dia virou moda ser DJ, tanto pela facilidade de alguns equipamentos, como pelo glamour que gira em torno deste artista, mas sem determinação, paciência, trabalho sério e humildade, são poucos que chegam a este patamar almejado”, argumenta.

ESCOLHA DA PROFISSÃO

“Na realidade ela veio de uma necessidade na faculdade onde não havia ninguém que tocasse nas festas das turmas, isto lá em 2002, em São Paulo. Aconteceu de forma espontânea, já que sempre fui ligado a música de alguma maneira, mas na época era apenas um quebra galho, profissão veio a se tornar em São Mateus do Sul, em 2007, época em que comecei a ganhar para tocar”, conta Ricardo.

INSPIRAÇÃO

Para Ricardo é difícil definir apenas uma inspiração, “pois são tantas as inspirações neste meio, alguns pelas técnicas utilizadas em palco, ou por carisma, por produzir, ou por uma reunião destes e de outros aspectos. Vou citar quem conheço ou já dividi palco, do Brasil: Gustavo Mota, Ferris, Groove Delight, Chapeleiro, Minimalistic, Vintage Culture, L.O.O.P, Alex Stein e o duo SoundCloup, do exterior: Louie Cut, Chris Lawyer, D-Nox, Elay Lazutkin… e isto deixando de fora tantos outros amigos e inspirações… neste meio é difícil você ter apenas uma referência”, argumenta.

EVENTO MARCANTE

Segundo Ricardo, foram muitos eventos marcante em que atuou como DJ. “Citar apenas um seria injusto, posso destacar aqui um no Vila Multishow, em Canoinhas, onde após minha apresentação mais de 1.300 pessoas me aplaudiram muito e gritavam meu nome. Sinceramente foi muito emocionante, aliás o público de Canoinhas, sempre me recebe muito bem”, relata.

RECONHECIMENTO

Conforme Ricardo, existem aqueles que trabalham sério como disse anteriormente que chegam ter reconhecimento e por vezes pequenas fortunas. “Atualmente o Brasil se destaca em vários gêneros da música eletrônica, principalmente por seus produtores, hoje com muito trabalho é possível viver de música, mas não se pode deixar nunca de levar a humildade e respeito pelos demais profissionais sempre no peito”, fala.

MENSAGEM

No final da entrevista, Ricardo deixa uma mensagem. “Gostaria de pedir para me acompanharem no Facebook e no Soundcloud onde postos meus sets e datas de eventos. Quero também pedir ao público, principalmente da nossa cidade, que desmistifiquem a música eletrônica e que tenhamos mais investimentos nessa área como eventos e reuniões públicas, o rock também já foi muito hostilizado e hoje é tocado, com apoio até de órgãos públicos, me pergunto quando teremos nossa vez. E para quem está começando ou se interessa por esta profissão, primeiro levem a sério mesmo, não sendo a principal profissão e tenham respeito pelos demais profissionais, além de muito estudo, treino e noites, porque a recompensa vem em forma de dança e sorrisos nas pistas mundo a fora”, finaliza.

“A profissão de DJ é um conjunto entre técnica, experiência e feeling com a pista, e ambos são essenciais para uma boa apresentação”, diz Guilherme. (Foto: Arquivo Pessoal)

PAIXÃO PELA MÚSICA

Para o DJ de São Mateus do Sul, Guilherme Mayer, a vida de um DJ é muito parecida com qualquer outra profissão. “A profissão de DJ é um conjunto entre técnica, experiência e feeling com a pista, e ambos são essenciais para uma boa apresentação. Nós temos todo um tempo de preparação, estudo e dedicação para cada evento. Nós devemos sentir a pista e sempre superar as expectativas do público. A noite de um DJ é bastante desgastante”, conta.

Guilherme é apaixonado por música, como ele mesmo descreve: “Há muito tempo atrás me apaixonei pela música, e isso fez com que eu quisesse entrar para esse mundo, com certeza existem muitas inspirações nessa profissão, Djs que estão há anos atuando e transmitindo alegria ao público através da música. Meu grande amigo Gustavo Mota, é uma das minhas inspirações, o qual já tive a oportunidade de dividir o palco, e tem uma grande história”.

Há 7 anos, Guilherme trabalha como DJ e assim como o DJ Ricardo, citado na reportagem acima, sente muito orgulho disso. “São tantos anos de carreira que é difícil citar apenas um momento especial. “Cada evento tem o seu momento especial. Como tenho dois projetos com meu amigo Thiago Marinhuk, com o Havok os mais marcantes foram ao lado do Gustavo Mota e também ao lado de Ishimaru e Simone Pelizari. E pelo projeto Delirious Deejays as formaturas são sempre marcantes pois o público é sempre em torno de 3 mil pessoas o que faz com que a vibe e a energia no palco sejam incríveis”, relata.

PRECONCEITOS

Guilherme afirma que ainda existem muitos preconceitos relacionado a profissão de DJ. “Hoje muitos criticam e quando você fala que é DJ eles perguntam: e sua profissão qual é? Acaba se tornando engraçado, mas para muitos DJs ainda não é uma profissão, mais o reconhecimento de cada artista vem através do seu trabalho, e o DJ está cada vez mais reconhecido pelo seu trabalho. O que nos deixa muito feliz”, finaliza.

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