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Os são-mateuenses que lutaram contra os nazistas. São Mateus do Sul e a Segunda Guerra Mundial – Parte I

Monumento localizado no Terminal Rodoviário Guilherme Kantor, que retrata sobre a participação de são-mateuenses na Segunda Guerra Mundial. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Em 1º de setembro de 1939, com a invasão das tropas nazistas ao território polonês, iniciava-se a Segunda Guerra Mundial. O exército alemão era uma máquina de matar e só foi sofrer sua primeira derrota em 1940.  Então, em dezembro de 1941, formou-se o bloco dos países aliados, unindo as forças militares e civis de britânicos, soviéticos e norte-americanos para combater o regime totalitário e imperialista que compunham as tropas do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Nesse cenário, o Brasil tinha dificuldades de conseguir combustível e suprimentos da Europa, pois ainda mantinha uma economia baseada no agronegócio e dependente de produtos industriais importados. Mesmo assim, governado por Getúlio Vargas desde 1930, o país assumira uma postura neutra diante do conflito mundial. Contudo, em fevereiro de 1942, a situação mudaria. O torpedeamento de navios brasileiros por submarinos alemães provocou reações populares e militares favoráveis ao rompimento de relações diplomáticas. O Brasil estava na guerra!

Nossos soldados tinham um grande desafio pela frente, o exército brasileiro contava com armamentos ultrapassados e poucos oficiais experientes em guerra. O treinamento arcaico dificultava a formação de um front de guerra. Desse modo, a convocação de oficiais de reserva, que atuavam nas suas carreiras como dentistas, médicos, advogados, professores, e civis que nunca pegaram em armas, se fez necessária para engrossar o efetivo em termos numéricos. O acordo com os norte-americanos era para a formação de um efetivo brasileiro de 100 mil homens, no entanto, pouco mais de 25 mil acabaram embarcando em direção a Europa. Isto traduz a dificuldade encontrada para a formação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e da Força Aérea Brasileira (FAB). Em contrapartida, demonstra o heroísmo destes que partiram para o congelante frio italiano afim de combater os temidos e cruéis nazis. Dentre estes heróis, estavam 1.542 paranaenses sendo 62 deles são-mateuenses.

Na praça da rodoviária de São Mateus do Sul, um monumento construído em 1986, pelo prefeito da época Lourival Mayer em parceria com a SIX, homenageia os ex-combatentes de São Mateus do Sul. Em exposição, encontram-se três armas e um capacete, além de uma placa com o nome dos soldados da terra do mate. O monumento além de honrar os heróis conterrâneos e lembrar da participação do município na 2ª Guerra Mundial, desperta-nos a curiosidade para sabermos um pouco mais a respeito da participação dos são-mateuenses nesse fato histórico não é mesmo? Pois bem, essa é a minha missão para a próxima coluna, e a sua leitor, é a de não perder essa viajem no tempo por nada! Até lá!

Jéssica Kotrik Reis Franco
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