Educação e Cultura

Palco de Joinville recebe representante de São Mateus do Sul

Professora de dança participa do maior festival do gênero no mundo (Foto: Emanuela Tonon/Arquivo Pessoal)

Estar presente ao estádio do Maracanã já é um grande feito para qualquer amante do futebol, no mundo. Pisar ao gramado e atuar, possivelmente, só é possível entender à quem o fez. Da mesma forma, os palcos do Festival Internacional de Danças de Joinville trazem sensação única para os dançarinos e amantes dessa arte. A professora de dança, Emanuela Tonon, teve esse privilégio, para poucos, e compartilha com nosso jornal partes de sua vida e a ligação íntima com a modalidade.

História de vida & dança

“Comecei a dançar, tarde! Com 11 anos. Desde então nunca parei. Era muito tímida e provavelmente seria obesa. Mas com a dança mudei muito”, relembra Emanuela. Sua história de vida tem relação direta com educação física, sem necessariamente gostar de práticas esportivas convencionais. “Nunca fui muito para esporte, mas para poder dar aulas optei pela educação física. Pois assim pude caminhar para o pilates, ginástica e dança”.

Professora desde os 21 anos, mas que, em seu próprio entendimento, parece ter parado no tempo as duas décadas em que ministra o ensino da magistral arte de dançar. “Me formei com 21. Estou com 41. Mas sinto que meu corpo ainda tem 20”, frisa.

Dança & amor

As respostas de Emanuela confundem o ato de dançar com o amor pelo que faz. “Amo o que faço e as crianças e jovens me inspiram. Minhas alunas mais velhas me ensinam. Sou amiga acima de tudo. Isto ajuda muito”.

A sensação que paira em seus comentários, e no alto astral com que se expressa, deixa muito transparente essa alegria e bem estar ligados ao ato de ensinar modalidades da dança e, também, praticar o trabalho como quesito de diversão.

Emanuela & festival

Foi a segunda tentativa para participar do maior festival de danças do mundo. “Estar no festival era sonho de juventude! Mandei algumas vezes filmagens, mas não conseguimos”. A professora explica que por duas oportunidades tentou a seleção por duas vezes, tendo êxito em 2016.

Na bagagem, além lembranças que certamente nunca se apagarão da memória, fica a mensagem de nunca desistir. “A sensação é de que nunca é tarde para realizarmos nossos sonhos, que somos capazes de coisas que para os outros seria impossível. Foi emocionante.” Além de tornar-se exemplo. “E espero ser espelho para minhas alunas. Um dia verei elas brilharem lá também”, afirma Emanuela.

A professora & o encanto

Para conhecedores de dança, e arte, uma modalidade que tem expressões corporais e dá um tom de poesia do corpo, por meio de gestos e encantamentos é a dança do ventre. “Uns três anos atrás assisti apresentações de danças populares e me encantei. Com isto me inspirei. Fui atrás da dança do ventre. E vi que esta arte me encanta”, relata a dançarina.

Emanuela Tonon buscou informações e aperfeiçoou os movimentos, gravados em vídeo, da ‘dança do ventre tribal’, selecionada e motivo da apresentação em Joinville. Dentro da modalidade danças populares e no estilo dança do ventre tribal fusion. Obviamente, para ela se tornou a favorita, ainda mais agora, que foi elemento chave na realização e coroação do sonho da juventude. Mantida, pela dança!

Academia & ensino

A Manu Studio Pilates & Dança, que comemora cinco anos em São Mateus do Sul neste ano, oferta aulas de ballet infantil, jazz, dança livre. Também disponibiliza pilates e ballet fitness. O gosto da professora também está presente na sua escola de arte. “Tenho uma turma de dança do ventre para alunas mais velhas”.

Joinville & festival

O Festival nasceu em 1983. Sua confirmação, em 2005, como maior evento do mundo no gênero se deu por ocorrer durante 10 dias contínuos, com 4.500 dançarinos brasileiros e estrangeiros, mais de 140 grupos amadores e profissionais, além da assistência de mais de 200 mil pessoas a cada ano.

Ainda, é único entre os grandes festivais mundiais a reunir grande diversidade de gêneros: como o balé clássico, balé clássico de repertório, contemporâneo, jazz, sapateado, danças populares e danças urbanas, apresentados por escolas, grupos e companhias de dança do Brasil e do exterior. Todos os anos o evento atrai também centenas de interessados nas vagas de cursos, oficinas, workshops e seminários, voltados para o aperfeiçoamento técnico e artísticos de estudantes, bailarinos, professores, pesquisadores outros profissionais das áreas técnicas da produção em dança.

Por Joinville, ao longo de 34 edições já passaram as grandes companhias do Brasil e do mundo. Dentre eles Mikhail Bayshnikov e Hell´s Kitchen Dance (EUA); Ballet Bolshoi (Rússia); David Parsons (EUA); Teatro Colón (Argentina); S’poart (França); Mazowske (Balé Nacional da Polônia); os Balés Municipais do Rio de Janeiro e de São Paulo; Ana Botafogo, Cecília Kerche, e Carlinhos de Jesus, entre outros.

Além de agregar, cada vez mais público, a programação do festival, da 1ª edição para a atual, passou de cinco dias para os atuais onze dias de evento. A cada dia a magia da dança encanta seu público específico, e geral, tendo a sonhadora (e agora realizada) professora Emanuela Tonon, dentre essas pessoas que aproxima o maior festival de danças do mundo com São Mateus do Sul. Deixando o impossível próximo. Possível!

Sidnei Muran

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