Polícia Rodoviária Federal ajudando a liberar o fluxo de caminhões. (Fotos: Hugo Lopes Júnior/Gazeta Informativa)

A paralisação promovida pelos caminhoneiros em São Mateus do Sul teve início na quarta-feira à tarde, às 16h. Num entendimento tranquilo e pacífico foi decidido a paralisação junto ao Posto Triângulo.

Dezenas de caminhões passaram a noite parados, seguindo o mesmo movimento que acontece em outras cidades pelo Brasil, com 17 estados tendo paralisações e bloqueios.

Em São Mateus do Sul, o movimento recebeu apoio dos coordenadores da carreata do Dia da Independência, durante todo o período que o movimento esteve em ação.

Segundo coordenadores do movimento dos caminhoneiros em nossa cidade, a manifestação aconteceu a nível nacional, mas sem uma coordenação. Em cada local de paralisação, havia o entendimento dos caminhoneiros que de maneira espontânea aderiram às pautas de reivindicações. Ao contrário do que muitos pensam, essa paralisação não busca benefícios para os caminhoneiros, mas sim garantir as mesmas reivindicações que as Manifestações da Independência pediram por todo o Brasil.

Uma das reivindicações promovidas pelos motoristas.

Dezenas de caminhões parados junto ao pátio do Posto Triângulo.

Ruas próximas ao Posto Triângulo com muitos caminhões parados ordeiramente.

O movimento dos caminhoneiros entende que, diferente de outras categorias, eles possuem o poder de paralisar o país e assim o fizeram para chamar a atenção do Governo Federal, do Congresso e, principalmente, do Supremo Tribunal Federal. A reivindicação é pela liberdade de expressão, de ir e vir e pela governabilidade que está sendo retirada do presidente legitimamente eleito. É entendido pelo movimento que o STF está ultrapassando seus limites de ação e “interferindo onde não pode”. Nenhum caminhoneiro que está participando das manifestações está reivindicando algo em causa própria, nem mesmo sobre preço dos combustíveis. Disseram que existe uma lista de reivindicações que há muito foi prometida, como pontos de paradas com segurança, promessa desde o governo Dilma, ação nos valores de pedágios, planos de aposentadoria para caminhoneiros particulares, melhores rodovias, mais segurança aos transportadores, entre outras diversas reivindicações, mas nem uma dessas estava em pauta nesse momento.

Ainda segundo os caminhoneiros parados em nosso município, diferentes de outras categorias, eles vivenciam uma situação transportando para a Argentina e Chile, além das parcerias com caminhoneiros desses países e dizem que as situações complicadas que esses países vivem em função dos governos locais não devem prevalecer aqui no Brasil, pois a grande imprensa não divulga, mas eles conhecem na prática o que se passa por lá e não querem permitir que o mesmo venha a acontecer aqui. Os caminhoneiros ainda comentaram que é apenas o início das manifestações, que mesmo com o desejo de estar no conforto de casa com a família, a grande maioria dos caminhoneiros entendem a importância dessa ação neste momento.

Por volta das 10h30 de quinta-feira, dia 9 de setembro, a Polícia Rodoviária Federal solicitou que fosse liberado o fluxo dos veículos, que não se pode impedir o direito de ir e vir, justamente uma das reivindicações dos caminhoneiros, mas que a paralisação e o movimento sem deter o fluxo do trânsito estava liberado. Vários caminhoneiros que estavam na paralisação seguiram viagem, mas segundo os coordenadores do movimento, continuam atentos ao que está acontecendo, pois é uma reivindicação por todos os brasileiros que apenas começou.

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
Falta de combustível faz prefeitura de São Mateus do Sul reduzir circulação da frota
DER abre edital de licitação para pavimentação da PR-364
Dr. Roberto Schmitt recebe título de Cidadão Honorário de São Mateus do Sul