Governador Ratinho Junior e Secretário Beto Preto visitam galpão de armazenamento de agulhas e seringas.
(Fotos: Rodrigo Felix Leal/ANP)

O governo do Paraná prepara a logística e o estoque dos chamados “insumos secos” para a campanha de vacinação contra a COVID-19, que teve as primeiras pessoas vacinadas já na segunda-feira (18), quando a vacina chegou em Curitiba. No Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e no Ginásio de Esportes do Tarumã estão estocadas agulhas, seringas, máscaras, luvas, aventais, algodão, entre outros itens indispensáveis para a vacinação.

Entre agulhas e seringas, o Estado conta com 11 milhões de unidades em estoque no momento, quantidade que pode saltar para 27 milhões nos próximos dias com a compra de mais 16 milhões, em fase final de aquisição pela Secretaria de Estado da Saúde.

Se considerarmos que qualquer vacina que venha a ser ministrada no Paraná seja aplicada em duas doses, o material garante as duas aplicações em toda a população do Estado. Entretanto, o governo do Estado ainda não divulgou diretrizes de vacinação caso pessoas de outros estados da federação estejam no Paraná e desejem tomar a vacina.

No ato de divulgação do estoque e da logística, o governador Ratinho Junior afirmou que “é um planejamento que está sendo construído há dias para que possamos começar a imunizar os paranaenses assim que a Anvisa garantir a qualidade técnica de uma vacina”.

Grupo prioritário

De acordo com a Secretaria de Saúde (SESA), o grupo prioritário é formado por cerca de 90 mil profissionais da linha de frente do combate à Covid-19, 10 mil índios acima de 18 anos mapeados em comunidades isoladas de 30 municípios do Estado e 10 mil idosos que vivem em asilos e casas de repouso.

O Paraná vai seguir o Plano Nacional de Imunização (PNI) elaborado pelo Governo Federal. O Ministério da Saúde espera começar ainda neste mês as imunizações dos grupos considerados de risco, porém a data ainda não é certa pois qualquer imunizante depende da autorização da Anvisa. A estimativa é que o Estado receba 100 mil das 2 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford e pelo Laboratório AstraZeneca.

Os municípios terão a responsabilidade por vacinar

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, destacou que a normativa de vacinação estabelece que quem vai efetivamente realizar a vacinação são os municípios, enquanto o governo estadual prestará a assistência necessária. Outro ponto destacado pelo secretário é que o Paraná conta atualmente com 1.850 salas de vacinação aptas para serem usadas, em estratégia com os municípios.

Planejamento do calendário

O Paraná deve seguir o calendário do Plano Nacional de Imunização, dessa maneira a vacinação dos grupos prioritários deve ocorrer de forma similar ao planejado na esfera Federal, com exceção do primeiro movimento, que será de vacinar com maior ênfase profissionais da linha de frente e indígenas isolados.

Segundo o planejamento federal, a previsão é que a vacinação dos grupos prioritários seja concluída no primeiro semestre de 2021. São eles na primeira fase: trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência e população indígena. Na segunda fase serão vacinadas pessoas de 60 a 74 anos. Na terceira, pessoas com comorbidades, como portadores de doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras.

Outros grupos populacionais também considerados prioritários, como professores, trabalhadores dos serviços essenciais, populações quilombolas, presos, pessoas em situação de rua e outros grupos serão contemplados na continuidade das fases, conforme aprovação, disponibilidade e cronograma de entregas das doses a serem adquiridas.

A estimativa do Ministério da Saúde é que sejam necessários 12 meses após o fim da etapa inicial para imunizar a população em geral. Destaca-se que cada vacina tem um tempo para fazer efeito, que vai de 15 a 45 dias em média. Tomar a vacina não nos livra dos cuidados necessários, como o uso de máscara e álcool em gel.

Na terça-feira (19), a Secretaria de Saúde de São Mateus do Sul se deslocou até a 6ª Regional de Saúde, em União da Vitória, para fazer a retirada de vacinas e insumos destinados a São Mateus do Sul.

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