(Fotos: Felipe Ribacz/Gazeta Informativa)

Na manhã ensolarada de sexta-feira (13), aconteceu em São Mateus do Sul, uma passeata de combate ao feminicídio que foi organizada pelo Colégio Estadual São Mateus (CESM), através da direção, equipe pedagógica, professoras e alunos do Curso de Formação de Docentes, Química e Meio Ambiente, com o apoio da psicóloga Marly Terezinha Perrelli.

O objetivo da passeata foi alertar a população em geral sobre a violência contra a mulher e, principalmente, não deixar cair no esquecimento as mulheres são-mateuenses que já foram assassinadas. “Devemos conscientizar uma geração de jovens que o respeito com a pessoa humana é fundamental e o amor sempre deve prevalecer”, diz a diretora do CESM Telma Staniszewski.

Em qualquer local e classe social, a mulher deve ser respeitada em sua plenitude. “Pois parafraseando o poeta; as mulheres são cinquenta por cento da sociedade mãe dos outros cinquenta por cento. Mulheres são portais para a vida”, acrescenta Telma.

A ação que teve concentração em frente a Rodoviária Municipal, a partir das 9h, contou com o patrocínio da Advocacia Genesi, Amanda Mazza, Ervateira Baronesa, Espaço Arte e Beleza, Fernanda Sardanha, Live Fitness, Max Leonígia, Microxisto, Peluche Cosméticos e Restaurante Delícias da Praça 2.

Durante a passeata, os manifestantes carregavam faixas com mensagens em homenagem a três mulheres são-mateuenses vítimas de feminicídio no município: Cleomara Aparecida Sorotenic Pereira de 29 anos; Daniela Kuba Vagner de 24 anos e Elza Ribeiro Micharski de 22 anos.

Em entrevista ao jornal Gazeta Informativa, uma das incentivadoras e organizadoras da passeata, a psicóloga Marly Terezinha Perrelli comenta que o objetivo da ação foi reivindicar os direitos das mulheres em serem protegidas. “É grave o número de feminicídio em nossa cidade. Em média, acontece um por ano e são crimes cruéis”, enfatiza.

Marly ressalta que o ato foi realizado para pedir efetividade nas políticas públicas do poder executivo, legislativo e judiciário. Sendo que as mulheres vítimas de violência devem ter prioridade no tratamento médico, psicológico, entre outros, pelo fato da vulnerabilidade.

“Vale evidenciar que o feminicídio é um tema que merece muita atenção! Pois é o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher. Suas motivações mais usuais são o ódio, o desprezo ou o sentimento de perda do controle e sobre as mulheres”, conclui Marly.

Leia também: De violência doméstica ao feminicídio: a luta pelo direito de seguir com a própria vida

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