Esporte

Passeio Ciclístico promovido pela Igreja Batista homenageará o saudoso esportista Chico Pissolatto

Inúmeros amantes do ciclismo em São Mateus do Sul são incentivados pelo saudoso Chico Pissolatto que embarcado em sua bicicleta, fez a sua história. (Fotos: Acervo Família Pissolatto)

A Igreja Batista de São Mateus do Sul, situada na Rua Dona Estefânia, na Vila Prohmann, promoverá neste sábado (10), o 1º Passeio Ciclístico Solidário em homenagem ao esportista e amante do ciclismo Francisco Waldir Pissolatto, conhecido como Chico Pissolatto.

O passeio que terá sua concentração a partir das 14 horas na Praça do Rio Iguaçu, junto ao Vapor Pery, contará com o circuito que foi denominado Chico Pissolato, e será percorrido em 23 km pelas estradas que circundam a Fazendo Maria Izabel, ida e volta. Os participantes terão um delicioso lanche com frutas e muita água, além do sorteio de brindes, dentre uma bicicleta novinha.

O evento esportivo está sendo organizado pelo Pastor Gerson Luiz Lopez de Aragão, oriundo de Porto Alegre – Rio Grande do Sul, que está em São Mateus do Sul há 3 meses. Ele conta que sentiu que seus membros precisavam de algo que pudesse os unir. “Resolvi promover um evento que agregasse à união dos participantes da igreja, para que todos pudessem se conhecer e interagir. A ideia se baseou na realização de um passeio ciclístico, que por sua vez atrai a comunidade.”

De acordo com o Pastor, a realização do passeio ciclístico foi englobada à ideia de homenagear o esportista através de um circuito que ele adorava percorrer com sua bicicleta.

Para participar do passeio basta se inscrever e arcar com a taxa de 1 kg de alimento não perecível e mais R$ 15 para a aquisição da camiseta alusiva ao evento para os 100 primeiros inscritos. Os alimentos que serão arrecadados serão revertidos para as famílias carentes do município, além da taxa de inscrição que também será somada para a aquisição de produtos para a cesta natalina. As inscrições podem ser feitas na sede da Igreja Batista na rua Dona Estefânia, nº 1858, e momentos antes do início do passeio.

Chico Pissolatto

Francisco Waldir Pissolatto nasceu no dia 3 de dezembro de 1949 na cidade de Chapecó, Santa Catarina. Filho de Antônio Pissolatto e Olímpia Grando, que tiveram 13 filhos. Chico era o filho número 9 em ordem decrescente.

Motorista de profissão, trabalhou em muitos lugares em São Mateus do Sul, entre o Lar São Mateus, a Viação São Bento, a MKZ Transportes, a Refloresul Ltda., Petrobras e na AZ Materiais de Construção, local no qual se aposentou, devido uma queda de bicicleta que comprometeu a visão direita. “Por todo o lugar que passava, deixava sua marca, e a sua simpatia encantava os companheiros”, garantem os familiares.

Pai de Jair, Elizabete e Volmir Pissolatto, e avô dos pequenos Vítor, Bruno e Rômulo, foi sempre considerado por familiares e amigos como um grande guerreiro, que com força, foco e fé sobrepôs todas as limitações e venceu as batalhas que encarou. Torcedor do Grêmio e árduo devoto da Seleção Brasileira de futebol, tinha como um dos seus maiores amores o ciclismo. E se sua bicicleta fosse capaz de registrar histórias, contaria as mais variadas proezas do são-mateuense de coração.

Em várias aventuras sobre duas rodas, Chico além de pedalar quilômetros e mais quilômetros, encarou também várias quedas, dentre uma delas que fraturou seu fêmur da perna esquerda. Mesmo ficando um bom tempo em recuperação e contrariando as expectativas médicas que estimavam que nunca mais pudesse participar de suas aventuras, tão logo se recuperou embarcou em sua magrela e voltou a fazer o que mais gostava.

Marilene Ramos dos Santos Pissolatto, casada com Chico há 8 anos, garante que esses foram os anos mais felizes da vida de ambos. “Mesmo passando por tantos percalços nunca o vi triste ou desanimado. Todos que o conheceram e conviveram com essa figura tão amada podem confirmar. Estava sempre com um sorriso maior que sua boca, palavras que eu sempre dizia quando o via sorrindo.”

Um dos fatos marcantes em sua história como amante do esporte, além de adorar a prática de bocha, foi realizar em 2014 junto a seu filho Jair, o qual possui o nome inspirado no craque da Seleção Brasileira Jairzinho, pedalar de São Mateus do Sul até Chapecó em 3 dias e lá reencontrar muitos familiares. Outra proeza do velho Chico, foi encarar o trecho da Terra do Mate até a capital paranaense para matar as saudades dos filhos embarcado em sua bicicleta. “Certa vez o Chico quis visitar seus filhos em Curitiba onde moram e trabalham. Ele simplesmente pegou sua bicicleta, saiu 6h da manhã pedalou o dia todo e chegou na capital paranaense às 18h”, conta a família.

Chico Pissolatto, faleceu no dia 6 de setembro aos 68 anos depois de lutar bravamente contra um câncer que descobriu em seu fígado em fevereiro deste mesmo ano. “Desde o início peguei licença do trabalho como professora para acompanhar e cuidar dele. Foram quase 9 meses de muitas viagens à Curitiba. Mesmo diante da situação crítica Chico nunca perdeu a fé. ‘Eu tô nas mãos do nosso Mestre, obrigado Deus’, como ele sempre dizia. Gratidão era uma palavra que o acompanhava”, garantem.

“Chico Pissolatto foi um homem muito feliz que viveu intensamente. Com um coração maior que seu tamanho, amava viver, amava as pessoas, amava as obras do nosso criador como se referia à natureza. Uma frase que ele sempre dizia quando alguém perguntava se estava bem era, ‘100% pro véinho’. Chicão lutou até o último instante contra um câncer de fígado. Porém sempre dizia que, ‘a hora que o Mestre quiser me levar eu tô preparado’, e para me consolar completava, ‘saudades sim, tristeza nunca’”, encerra a viúva.

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