Artigo de Opinião

Pátria “amedrontada”, Brasil

(Imagem Ilustrativa)

Nem parece verdade que faltam dois meses para o fim do ano. As horas e os dias estão passando cada vez mais rápido, e não estamos nos dando conta disso – pelo menos eu não. É tanta coisa para se fazer que deixamos de lado o mais importante: dar valor para quem está perto da gente. Sei que as vezes essa não é a intenção, mas é o que realmente acontece.

A escolha para o presidente da república foi um ótimo exemplo disso. Existiu tanta gente agarrando com unhas e dentes uma ideia que parece que o valor do outro não tinha nenhuma importância. Sou a favor do debate saudável entre pensamentos e princípios, mas o que aconteceu na maioria dos casos não teve isso como base.

Dava para perceber essas questões nas propagandas eleitorais: não havia apresentações dos planos de governo, mas sim um discurso efêmero de ataques entre partidos. “O PT se envolveu em tal escândalo… O PSL será capaz de fazer tal coisa”, e por aí vai…

Já parou para pensar que bonito seria se as pessoas se atentassem a isso e cobrassem de seus candidatos ainda mais a explicação de seus planos de governo? Os esclarecimentos vindos diretamente dos nomes ao cargo serviria como triagem, desmistificando as falsas informações que fizeram parte de muitos “diz-que-diz-que”.

Jair Messias Bolsonaro foi eleito presidente da república com uma porcentagem significativa comparado ao candidato Fernando Haddad. Existe especulações que creem firmemente que o Brasil vai decolar de vento em popa. Mas também há aqueles que acreditam que o novo presidente não é esse herói engomado que todo mundo pensa.

Sabe o que eu penso e espero? Que o ódio disseminado por ambos os lados acabe e que as pessoas aceitem os valores uma das outras. Eu mesmo me decepcionei com muita gente por ver que essa troca de valores não se tornou uma prioridade. É horrível perceber que ainda existe pensamentos fechados que afastam ainda mais quem tem uma opinião diferente da outra. Pela primeira vez, eu estou sentindo medo.

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