Artigo de Opinião

Pequena idade, grande responsabilidade

(Imagem Ilustrativa)

Já era o tempo em que os presentes favoritos das crianças eram brinquedos. Hoje, conforme as tecnologias avançam, a preferência por objetos nesses estilos tornam-se prioridades na lista de desejos dos pequeninos. Celulares e tablets com diversos jogos e vídeos fazem os olhos das crianças brilharem, e essa variedade afeta diretamente o comportamento.

Se formos pesquisar, existem vários artigos de estudiosos que apontam sobre a “adultificação” de crianças, ou seja, a inserção do menor em uma realidade onde ele ainda não faz parte. Nessa fase, a infância dura menos tempo. É comum alguns pais conciliarem a escola do filho com outras atividades – como práticas esportivas, aulas complementares e horário cronometrado para as refeições -, e a agenda da criança se torna habituada em meio a tantas atividades, fazendo com que as brincadeiras se tornem coadjuvantes perto de tantas obrigações.

Você já parou para pensar que essas práticas podem trazer a exaustão mais rápido para a vida das crianças? Lógico, eu sei que os pais se preocupam com o futuro do filho, mas a prioridade para tais tarefas pode mudar a forma que a criança irá lidar com a sua vida no amanhã. É comum encontrarmos transtornos de ansiedade e problemas ocasionados por grandes depressões, isso tudo pode ser considerado uma consequência vinda do excesso de atividades.

De acordo com a psicóloga Renata Saren, crescer é um processo longo e as etapas do desenvolvimento devem ser respeitadas. As crianças terão muito tempo para concentrarem-se em fórmulas e debruçarem-se em livros de ciências. Daqui a pouco elas já serão jovens adultos com suas agendas lotadas de reuniões de trabalho e compromissos “sócio-econômico-culturais”. Limitar a criatividade e estimular demasiadamente o controle em uma fase de desenvolvimento da criança a torna um adulto estressado e infeliz. Há de se agir de maneira mais saudosista e retomar os valores das brincadeiras infantis enquanto ainda é tempo de se divertir.

Estamos acabando com o bem mais precioso: a criatividade. Ao definir compromissos em horários cronometrados, não damos espaço para a criança brincar e consequentemente, criar.

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
A memória da nossa família
Chegou a hora de dizer adeus Gazeta
A linha tênue entre união e respeito