O cenário de pandemia da Covid-19 impôs uma série de dificuldades ao setor que sobrevive através dos serviços e do comércio, tendo sido observada uma pequena porém significativa redução nas vendas nos últimos meses.
(Fotos: Éber Deina/Gazeta Informativa)

Um estudo conduzido pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), através de parceria com outras entidades, dentre elas a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), apontou um panorama relacionado ao cenário das atividades comerciais vivido pelo Brasil, em especial durante os últimos meses de 2021. De acordo com o documento, a vacinação possibilitou a retomada dos setores mais afetados, como o de serviços.

Conforme o conteúdo levantado no projeto, ao longo da crise sanitária vivida por toda a sociedade, o desempenho do setor de comércio pode ser dividido em 3 fases. “Existiram períodos distintos, o da rápida queda, a acelerada recuperação e, mais recentemente, a perda de ritmo de crescimento, tendo o volume de vendas do setor oscilado em torno do mesmo patamar”, descreveu o estudo.

Queda nas vendas

Como reflexo da perda de dinamismo, as vendas do comércio varejista registraram queda de 0,1% em outubro de 2021, na comparação com o mês imediatamente anterior. Nesta base de comparação, se configurou como a terceira queda consecutiva do indicador. Os recuos mais recentes tiveram impacto na percepção dos empresários do comércio. No entanto, apesar disso, de acordo com dados disponibilizados pelo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), “em outubro, o saldo de vagas de trabalho criadas pelo setor foi de 70 mil”, se configurando como uma importante fonte de renda destinada aos trabalhadores brasileiros.

Quadro macroeconômico

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) noticiou uma queda no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro neste último trimestre do ano. “No entanto, quando se considera todo o ano de 2021, o crescimento deverá superar os 4%, segundo projeções coletadas pelo Banco Central. Ao fraco desempenho observado no terceiro trimestre, soma-se a aceleração inflacionária e, mais do que isso, a persistência da inflação”, apontou o estudo da CNDL.

Os prognósticos para o ano de 2022 guardam o enfrentamento de mais desafios por parte do comerciantes, cuja ação deve ser respaldada através de políticas públicas voltadas ao setor.

O que esperar para 2022?

De acordo com as últimas projeções, o mercado passou a prever um crescimento menor para o próximo ano, além de um aumento na inflação. Alguns fatores podem melhorar este cenário, impactando o humor dos agentes econômicos e o desempenho do setor. Dentre eles, merecem destaque o compromisso com o equilíbrio fiscal, o avanço das pautas reformistas e a reorganização das cadeias produtivas ao redor do mundo, conforme salienta o estudo promovido pela CNDL.

Contas em atraso

Um levantamento produzido pela CNDL/SPC Brasil aponta que 30% dos consumidores que pretendem ir às compras no Natal possuem contas em atraso. Os esforços ainda apontam que 15% daqueles que fizeram compras em função da mesma data, no ano passado, acabaram ficando com o nome sujo. O valor médio das dívidas também aumentou, sendo de aproximadamente R$ 1.042. “É compreensível o apelo ao consumo durante o Natal, mas a pessoa deve gastar de acordo com sua realidade financeira. Se há dívidas a pagar, assumir novos compromissos poderá piorar ainda mais este quadro. O ideal é restringir os gastos e equacionar as contas em atraso em primeiro lugar”, explicou José César da Costa, presidente da CNDL.

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