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Pigmentação da pele não difere do respeito

Caroline Carlos Cândido de Lima, defende a igualdade independentemente de cor da pele. (Foto: Cláudia Eduarda Burdzinski/Gazeta Informativa)

São Mateus do Sul é um município que desde suas primeiras colônias formadas, teve o povo europeu como um dos seus principais colonizadores. Em grande maioria, os poloneses, alemães e ucranianos começaram a civilizar o município e região, o que fez com que o índice da população de pele clara ganhasse fortes proporções nas redondezas.

A região sul possui estas características populacionais, mas um dos focos que a Gazeta Informativa traz nessa semana é a igualdade de respeito trabalhista e social, independente da melanina presente nos tons de nossa pele.

No dia 20 de novembro, é comemorado o dia da Consciência Negra que traz consigo a forte perseverança de um povo que lutou (e ainda permanece lutando) para conquistar o direito de respeito entre todos os cidadãos.

O passado dos negros, que nacionalmente possuem grande representatividade é de muita batalha desde que chegaram em terras brasileiras, onde infelizmente, vivenciaram a escravidão, desigualdade e torturas de um período turbulento de nossa história.

A data foi criada e nomeada pelo poeta, pesquisador e professor Oliveira Silveira, um grande representante da cultura negra do país. Oliveira fundou a data para que o povo negro aguçasse ainda mais a consciência da luta e do quanto eles colaboraram com a evolução do país, logo que o trabalho desvalorizado, fez com que a produção em lavouras e cafezais aumentassem a economia brasileira.

Oliveira escolheu o dia 20 de novembro para homenagear a data em que possivelmente Zumbi dos Palmares faleceu, pois foi ele um dos responsáveis pela libertação do povo negro da escravidão.

Desse modo, hoje a Consciência Negra não serve apenas para lembrar ao povo negro a importância de sua luta, mas sim, para nos mostrar o respeito que todos nós devemos priorizar quando o assunto é igualdade.

A escolha de profissões, a generalização e o racismo são alguns dos muitos problemas enfrentados por pessoas negras em diversos locais espalhados pelo Brasil. Como havíamos comentados no início do texto, por São Mateus do Sul ser um local com grande índice de pessoas de pele clara, ainda existe certo receio por parte de alguns moradores quando o assunto é igualdade.

“Atualmente, o preconceito racial permanece existindo. Com isso, é de grande importância lembrarmos que muitas pessoas sofrem discriminação pela cor da pele. Particularmente por ser negra e possuir dreads (estes que são associados à cultura negra, mas que não possuem limitações, onde qualquer indivíduo independente de pigmentação de pele pode vir a usar) já passei por momentos de receio. Houve vezes que percebi em determinados ambientes um pequeno repúdio entre as pessoas e acredito que isso provém do meu cabelo”, comenta Caroline Carlos Cândido de Lima, natural de Minas Gerais, e atualmente moradora de São Mateus do Sul.

Carolina também destaca que a ausência de inclusão e respeito em alguns casos prevalecem, pois está enraizado na padronização social. Hoje devemos rever a associação em que somos moldados, e fazermos com que as reformulações de conceitos façam da inclusão e do respeito algo priorizado em nosso cotidiano.

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