Geral

Pilotando rumo Expedição Uyuni

Da esquerda para a direita: Laudecir e João na Laguna Azul, situada na Bolívia. (Fotos: Arquivo Pessoal)

Sentimento de liberdade e conhecer lugares novos são as principais motivações para quem pratica atividades sobre duas rodas. Na maioria dos casos o amor por motos e viagens surge desde muito cedo, e isso não impede que a conquista e descoberta por lugares remotos se tornem a base para alcançar ainda mais destinos e independência.

A curiosidade levou o são-mateuense Laudecir Oliveira e o frontinense João Carlos Konkel para mais uma aventura, realizada em maio desse ano, no Salar do Uyuni. O Salar do Uyuni está localizado no sudoeste da Bolívia e é considerado o maior deserto de sal do mundo, com cerca de 12.000 km² de extensão e 3.600 m de altitude. Tal planície foi formada em um processo lento, pois há milhares de anos existiam lagos na região situada, estas águas evaporaram e então resultou na paisagem do deserto que pode ser visto hoje. Este ponto é referência por aventureiros que buscam encontrar um destino diferenciado e isolado. “Lá você anda mais de 100 km dentro do sal, e chega um ponto que some tudo e é só você e o sal”, ressaltam os viajantes.

Monumento do Dakar, Salar do Uyuni.

“Nós não tínhamos muito tempo para viajar, programamos em poucos dias, então a nossa ideia era fazer o Salar. Mas para chegar lá existe um caminho todo sem pavimentação, só areia. É uma travessia da cidade de San Pedro de Atacama (Chile) ao Salar do Uyuni (Bolívia). Então fomos até San Pedro e aí que começou a aventura”, indaga o motociclista Laudecir. Por questões de altitude e época do ano, a temperatura a noite principalmente ficava abaixo de zero.

Viagens dessas proporções precisam de todo um preparo, “lá não existe posto de gasolina, restaurante, nada. Apenas os ‘refúgios’, mas precisamos nos preparar para uma emergência. Levamos ferramentas, barraca, comida, panela, copo, fogareiro e todo o equipamento para acampar caso precisasse”, ressalta João.

Refúgio encontrado durante o trajeto.

“Conhecer outros lugares é fantástico, você se sente livre. As pessoas precisam saber que pilotar moto fora é diferente, o trânsito que tem aqui na cidade é totalmente diferente de lá. É outra realidade, tudo é diferente”, encerra Laudecir.

A expedição durou nove dias, o cansaço físico é grande, mas a recompensa com os lugares vistos é inexplicável. A experiência adquirida mistura satisfação e sentimento de realização, esculpindo ainda mais o espírito pela aventura do conhecer, absorvendo e descobrindo culturas de lugares distintos.

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
1º Moto Samas acontece nos dias 4 e 5
HOMENAGEM: Sete anos de exemplo de muito amor
Morre aos 53 anos Bruno Borer, diretor da Incepa com suspeita de Covid-19