Vacina Coronavac produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. (Foto: Alexandre Douvan/Gazeta Informativa)

Em dezembro de 2020 o ex-prefeito de São Mateus do Sul, Luiz Adyr Gonçalves Pereira (PSDB), firmou um contrato de intenção de compra da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan. Assim que a vacina fosse aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o município poderia efetuar a compra das 90 mil doses encomendadas.

Porém, na segunda semana de janeiro, o Governo Federal firmou acordo de exclusividade com o Butantan para o fornecimento das doses. Dessa maneira, o Instituto publicou uma nota em que afirma não poder cumprir com os acordos de intenção de compra por sua produção já estar comprometida com a União.

“Nós não sabemos quando e se poderemos comprar essa vacina”, aponta a prefeita Fernanda Sardanha (PSD) em entrevista para a Gazeta Informativa.

Em comunicado, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, informou que “todos os estados vão receber da mesma maneira. O acordo com os municípios era para o caso de o Ministério se recusar a comprar a vacina, mas como firmamos a parceria isso não vai acontecer”. Os acordos eram com São Mateus do Sul e mais 179 municípios.

São Mateus tem aproximadamente 45 mil habitantes. O acordo para as 90 mil doses se deu pela vacina ser aplicada em duas ocasiões para garantir a eficácia.

Plano Nacional de Imunização

Na prática, São Mateus terá que seguir as diretrizes do Plano Nacional de Imunização (PNI), que estabelece distribuição equitativa das doses. Isso significa que cada município receberá as doses necessárias para cada fase de vacinação.

A depender dos termos que poderiam ser colocados para a compra da vacina pela Prefeitura de São Mateus do Sul, poderia ser possível adiantar o processo de imunização, sem depender da chegada das remessas que devem passar do Governo Federal para o Estadual e assim serem distribuídas entre as regionais de saúde e só então chegam aos municípios. No caso da compra particular, essa aconteceria diretamente com o Instituto Butantan.

Repercussão no município

Na segunda-feira (18) a prefeita Fernanda Sardanha (PSD) participou do programa GI Entrevista e esclareceu alguns pontos sobre a intenção de compra da Coronavac, que é produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac.

O que a prefeita deixou claro é que o município deve seguir todas as normativas de vacinação estipuladas pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), pelo cronograma estadual, as deliberações da 6ª Regional de Saúde de União da Vitória e só então bater o martelo quanto o processo de vacinação no município.

Foram tentados três contatos com a Secretária de Saúde de São Mateus do Sul Marly Perrelli, porém a agenda da secretária não permitiu contato direto com a reportagem, como informou a comunicação da prefeitura.

Não há impeditivos para que a compra seja realizada no futuro, mas enquanto valer a requisição do Governo Federal e a cláusula de exclusividade do Instituto Butantan para o fornecimento de vacinas, o município depende dos repasses federais.

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