(Fotos: Alexandre Douvan/Gazeta Informativa)

Há meses moradores de diversos bairros e vilas de São Mateus do Sul registram protocolos ou queixas informais sobre postes de iluminação pública cujas lâmpadas queimaram e não foram devidamente substituídas.

“Tá dando pra dirigir com luz alta dentro da cidade à noite”, comenta o morador do centro identificado como Juca. Ele também descreve que na rua da sua casa pelo menos desde o mês de novembro há dois postes com as lâmpadas queimadas. “Já ligamos na prefeitura umas três vezes e nada. Mas o ponto é que a cidade inteira está assim”, argumenta.

Ao sair às ruas para verificar a reclamação do morador, a reportagem encontrou 22 postes com as lâmpadas queimadas ou apenas desligadas no Centro da cidade. Na esquina das ruas Dr. Paulo Fortes com a Theodoro Topel a única iluminação que ajuda a caminhar são os faróis dos carros.

Juca também comenta que no ano passado, quando fez a reclamação junto à prefeitura, não teve resposta com algum prazo para a realização dos reparos. Tal como Juca, dezenas de outros são-mateuenses fazem críticas com relação à iluminação pública, muitas delas informais, sem registro de protocolo na Secretaria de Obras do município.

A Secretaria de Obras diz que resolverá o problema a partir do dia 05

Não existe um prazo claramente estabelecido para a realização desse tipo de serviço pelo poder público, mas a Gazeta Informativa foi em busca de respostas com o Secretário Municipal de Obras, Alexssandro Linares. Em sua sala de trabalho, na sede da Secretaria de Obras, Linares recebeu a reportagem e comentou que não é desde novembro que essas queixas existem, faz muito mais tempo que protocolos chegam à secretaria.

“Temos realmente uma fila de protocolos aqui, tanto os protocolos quanto os pedidos não oficiais de muitas pessoas reclamando da iluminação pública e realmente estamos muito defasados na prestação desse serviço”, declara Linares.

O secretário afirma que montou uma equipe que deve trabalhar com foco específico em resolver os problemas de iluminação pública do município. “Antes o que acontecia, a equipe atendia tanto elétrica em geral dos prédios públicos – educação, secretarias, enfim – quanto a iluminação pública, mas agora nós separamos pois a intenção é que tenha uma equipe que só atenda a iluminação pública”, relata o secretário.

Só que existe um empecilho nesse planejamento da Secretaria de Obras nesse primeiro mês de gestão: o eletricista que faria o serviço está de férias e só volta ao trabalho no dia 03 de fevereiro. Dessa maneira, o início dos procedimentos de verificação dos protocolos e reclamações registrados na Secretaria terá início a partir da próxima semana.

“Ele já esteve aqui comigo, mesmo nas férias dele, fazendo o pedido dos materiais, de tudo aquilo que é necessário para que ele consiga chegar e já trabalhar”, explica Linares. Com isso, a previsão é que a partir do dia 05 de fevereiro a equipe de iluminação pública passe a dar vazão ao atendimento das demandas.

“Eu creio que dentro de um prazo de 60 a 90 dias a gente consiga colocar em ordem a questão da iluminação pública”, projeta. Ele ressalta mais uma vez que a equipe que passará a trabalhar a partir do dia 05 terá foco único e total no setor de iluminação pública.

As lâmpadas queimam, mas a conta ainda vem

Um dos principais alvos de críticas da população é ter que pagar a conta pela iluminação pública, que em muitos casos não é efetiva. Os valores da taxa de iluminação são calculados de acordo com o consumo mensal de cada residência. Quem recebe a conta de luz no valor entre R$ 32 e R$ 40, por exemplo, vai pagar R$ 2 de taxa. Já quem tem uma conta entre R$ 80 e R$ 121, o acréscimo será de R$ 6,50. A cobrança da taxa deverá vir na conta de luz. O valor vai variar de acordo com o consumo de cada imóvel, seja residência ou empresa.

Uma questão que até mesmo a Copel (Companhia Paranaense de Energia) procura deixar claro é que a manutenção da iluminação pública é de responsabilidade dos municípios. Assim sendo, o serviço de substituição de lâmpadas e demais componentes da iluminação das ruas, como sensores, é executado pelas prefeituras.

Deste modo, caso o consumidor entre em contato com a Copel, este deve ser orientado a entrar em contato com a prefeitura. A Copel também orienta que o cidadão avise se a lâmpada da rua estiver apagada ou danificada, ou se ela estiver acesa durante o dia, pois desse modo ajuda a preservar o patrimônio público e também economiza o gasto de energia elétrica, o que é bom tanto para o meio ambiente quanto para as contas do poder público.

Os são-mateuenses que buscam por ampliação ou melhoria na rede de iluminação pública devem se ater que a instalação de novas luminárias deve ser solicitada diretamente à Prefeitura, mais especificamente no próprio setor de obras.

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