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Postos de São Mateus do Sul começam a registrar falta de combustível

Greve dos caminhoneiros causa filas nos postos de combustíveis. (Foto: Thaís Siqueira/Gazeta Informativa)

A greve dos caminhoneiros que iniciou na segunda-feira (21), já chega a mais de 20 estados, segundo a Polícia Rodoviária Federal. E os postos de combustíveis já começam a sentir o efeito da paralisação.

Os caminhoneiros pedem mudanças na política de reajuste dos combustíveis da Petrobras (medida que o governo refuta) e redução da carga tributária para o diesel (que está em negociação).

Em São Mateus do Sul, o Posto Guapo informou que ainda possui gasolina e diesel até às 17h30, e o etanol, a probabilidade é de que termine por volta de 22h desta quarta-feira (23).

No Posto Triângulo os tanques de gasolina e etanol já esgotaram-se. Eles ainda possuem diesel S10 e S500 que tem previsão de término na quinta-feira pela manhã.

O Posto GPR Ipiranga acredita que terá gasolina e etanol até a manhã de quinta-feira, e diesel até sexta-feira (25).

Já no Posto Castrovel, São Mateus e Iguaçu, já há falta de diesel, a gasolina deve ter até às 14h desta quinta-feira (24) e etanol até sexta-feira (25).

A preocupação é em relação às ambulâncias do município, já que há um convênio do Posto Castrovel juntamente com a prefeitura, para o abastecimento dos veículos.

Este é o 3º dia de manifestações que já afetam mais de 200 trechos de rodovias federais em 20 estados. Neste momento, Santa Catarina é o Estado que registra mais interdições: 42, segundo a Polícia Federal Rodoviária. Em seguida, estão Minas Gerais e Paraná, ambos com 35 bloqueios.

Fonte: Rádio Difusora do Xisto

Entenda a greve

Desde que a Petrobras iniciou sua nova política de preços para os combustíveis, em 3 de julho do ano passado, o óleo diesel subiu 56,5% na refinaria, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) – passou de R$ 1,5006 para R$ 2,3488 (sem contar os impostos). O aumento acompanhou a cotação do petróleo no mercado internacional, exatamente a intenção da estatal. Mas, para os caminhoneiros, essa alta vem tornando sua atividade inviável. E, por conta, eles estão organizando protestos em todo o País.

A principal reivindicação dos caminhoneiros é a redução da carga tributária sobre o diesel. Os motoristas pedem a zeragem da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Os impostos representam quase a metade do valor do combustível na refinaria. Segundo eles, a carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo do frete.

Para mais informações confira a reportagem do Jornal Estadão.

Redação

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