Registro da 1ª Festa da Colheita do Mate. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Os carros estacionados há quadras de distância do ponto principal do evento já mostravam que a festa contava com seus primeiros participantes. Era chimarrão de um lado e erva-mate do outro. Além do ouro-verde são-mateuense, as barraquinhas da Feira Gastronômica também tiveram seu papel fundamental durante todo o dia, afinal, quem aguentaria passar por elas sem experimentar pelo menos um dos diversos sabores encontrados? Era bombom de erva-mate à bolinho de bacalhau, regados a um delicioso chá gelado ou aquele tradicional caldo de cana.

Idade não era limite para quem buscava um evento para toda a família e amigos, ou apenas um ponto de encontro para as rotas do grupo de motociclistas. Cuia, garrafa térmica e até cadeira de praia estavam entre os objetos principais da roda de chimarrão, que reuniu mais de 500 pessoas com intuito colaborativo. Até animais de estimação participaram da tarde nublada, que não tirou a animação de toda a equipe organizadora e participantes da 1ª Festa da Colheita do Mate.

Elogios são sempre bem-vindos, por isso quero parabenizar toda a equipe organizadora da Festa que não mediu esforços para trazer algo diferente para o município, que possui uma economia relevante a produção de erva-mate e que precisa de mais eventos que incentivem essa troca de energia entre produtores, compradores e admiradores do trabalho.

É bonito enaltecer um evento desse porte, não é mesmo? Pena que essa realidade ainda é pouco comum em nosso município, que carece de mais apoios culturais para atrair pessoas de fora para conhecerem a energia do povo são-mateuense. Existem municípios, menores que o nosso, que conseguem circular e intensificar a economia com atrações turísticas, como Pomerode em Santa Catarina. Com mais de 28 mil habitantes – São Mateus do Sul passa dos 45 mil –, a cidade encanta quem a conhece. De colonização europeia, principalmente da Pomerânia, região do norte da Alemanha, a cidade é o destino certo para quem busca tranquilidade e contato com a natureza. Pomerode se destaca por ser o maior polo gastronômico da região, conhecida como “Vale Europeu”, e possui o apoio de representantes comerciais e Prefeitura Municipal. A cidade foi destaque nacional durante a Páscoa, um dos períodos mais especiais para os moradores e turistas.

Mas o que falta em São Mateus? Penso que intensificar a colaboração mútua entre entidades públicas e privadas, para atrair ainda mais as pessoas que vêm de fora. O município encontra-se no entroncamento de BR’s, e por aqui passam pessoas do Brasil inteiro. Que tal pensarmos em mobilizar mais ações e difundi-las para amigos de fora? É com esse trabalho “de formiguinha” que vamos desenvolver a potencialidade turística, e fazer com que São Mateus do Sul seja referenciada como um dos principais polos culturais do Paraná.

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
“A felicidade só é real quando compartilhada”
A mágica do cano PVC
De “sem partido” isso não tem nada