Esta Semana

Precisamos falar sobre “Coisas Estranhas”

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Bendita série nossa de todo dia! Que atire a primeira pedra aquele que nunca ficou esperando ansioso pela nova temporada ou contando as horas para o final do dia, depois de uma jornada quase interminável de trabalho, mais uma árdua jornada acadêmica, para chegar em casa, ligar a TV/PC, relaxar e assistir o capítulo daquele seriado tão aguardado.

Embora esta situação e sensação nos pareceça tão familiar e contemporâneo, ligado diretamente a esta geração conectada, ao falar de séries, não falamos de algo tão jovem como a internet, talvez nossos avós ou pais sentiram isso de alguma maneira.

Atualmente os seriados ganharam uma nova roupagem e com a ajuda da internet e a popularização dos canais por assinatura, este formato ganhou ainda mais força. Mas o início desta paixão nasceu antes mesmo do início e popularização do cinema. Em Paris, em meados do século XIX, uns tais folhetins circulavam pela cidade, publicados em jornais locais, em meio a notícias, receitas culinárias, alguns romances sequênciais chamavam a atenção de seus leitores, mais adiante tomaram as rádios em formato de telenovelas e anos depois a televisão.

A primeira série lançada na TV foi “I Love Lucy” (1951) e permaneceu no ar durante 10 anos… Depois dela, o formato caiu no gosto do povo e continuou nos entretendo. De Chaves a Friends, de Punky a Levada da Breca a Game of Thrones, de MacGyver a Breaking Bad, de Os Normais a Lost, o catálogo de séries que acompanhou esta evolução é imensa, creio que você já tenha assistido ou ainda vai assistir alguma.

Quem nunca ficou madrugadas a dentro esperando fechar a temporada ou ficou “P” da vida por conta de um spoiler?

Recentemente terminei de assistir a série produzida e lançada pela Netflix em julho deste ano – Stranger Things ( traduzindo literalmente… estranhas coisas) e confesso, achei #dahora. A série se passa em uma pequena cidade dos EUA, na década de 80, fatos estranhos vem ocorrendo. Alguns desaparecimentos dão início a investigações ligadas a experimentos secretos do governo e forças estranhas sobrenaturais aparecem no enrredo . Tudo isso, embalado por um grupo de moleques carismáticos que encontram acidentalmente a fofíssima e fortíssima Eleven, uma garotinha que nos surpreende pelos mistérios de sua origem e poderes.

A série faz algumas releituras cinematográficas e em vários momentos nos remete a um ar nostálgico, lembrando claramente algumas produções do diretor Spielberg, como o clássico E.T., Goonies, sem contar outros como Conte Comigo (1986).

De modo geral, quando entramos na esfera de gênero cinemetográfico, preferências, estilos, entramos no julgamento do gosto e claro, cada um tem o seu. O que me apeteceu e encantou em relação a esta série (a qual aguardo a segunda temporada) é o fato de misturar alguns gêneros e elementos clássicos, como suspense, aventura, romance a mais uma pitada de trilha sonora (muito boa por sinal) tudo isso em conjunto com o lirismo infanto-juvenil.

Lembrando que em uma sociedade onde as crianças estão cada vez mais cedo pulando da infâncias para a juventude, soa como algo romântico as aventuras dos amigos retratados na série, seus planos, tramas e dramas, uma fase onde estamos começando a compreender a complexidade da vida, mas ainda temos o lismismo e a fanstástica imaginação infantil.

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