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Prefeitura Municipal reajusta valor na contratação de serviços do Hospital e Maternidade Doutor Paulo Fortes

Foto: Alexandre Müller/Gazeta Informativa

Desde o primeiro dia útil do mês de janeiro deste ano, a Prefeitura Municipal de São Mateus do Sul assinou o contrato para a compra de serviços prestados ao Hospital e Maternidade Doutor Paulo Fortes (HMDPF), contrato que repassa a entidade o valor mensal de cerca de R$ 303 mil.

Segundo a direção do HMDPF este aumento era algo que os médicos vinham reivindicando desde o início de 2017 quando o valor total do repasse foi reduzido em 30% por parte da Prefeitura Municipal. Desde o dia 2 de janeiro de 2018, foi aplicado o mesmo valor que era antes repassado a entidade e sobreposto ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), com os reajustes de valores e incluso os gastos equivalentes a prestação de serviço de ecografia e transferências médicas correspondentes a R$ 10.034,91 por dia no plantão de 24 horas e o contrato tendo validade em 30 de novembro do corrente ano.

Segundo o Secretário Municipal de Saúde, Marcos Alberto Diedrichs Filho, ao final de 2016 o contrato com o Hospital era de R$ 250 mil e com o início da gestão em 2017 houve uma redução do valor contratado para R$ 200 mil com o acréscimo dos serviços de laboratório, ecografia e transferência de pacientes, “apesar de baixarmos o valor fizemos a contratação de mais serviços, mas realizamos isso pela visível situação que a prefeitura se encontrava financeiramente e tínhamos a preocupação de equilibrar as finanças do município”, afirma o secretário.

Ao final do ano de 2017, “já com o equilíbrio, sentamos e analisamos o que poderia ser feito relativo aos valores. Seguindo a regras da administração pública podíamos aplicar o INPC para fazer os reajustes destes valores. Foi aplicado o retorno dos valores praticados em 2016 e administramos o INPC item por item”, conclui Marcos.

O objetivo do contrato da prestação de serviços por parte da Prefeitura Municipal baseia-se na contratação de instituição para prestação de serviço de plantão de sobreaviso médico nas especialidades de ortopedia, clínica médica, pediatria, cirurgia geral, anestesia e de plantão médico presencial de obstetrícia, além do serviço de ecografia, laboratório e transferências de pacientes para outros hospitais.

Apesar do aumento do valor arrecadado pela entidade, a gerente geral do hospital, Adriana da Cruz e Silva afirma que, “a situação financeira continua bem difícil, porém houve o reajuste adequado aos valores que são pagos na região referente aos plantões médicos de sobreaviso, ou seja, se conseguiu reajustar os valores dos médicos pagando um valor que é justo para eles e ainda sobrando um percentual na casa de R$ 30 mil para a entidade que compreende a taxa administrativa cobrada pelo hospital para suprir suas despesas”.

De acordo com o presidente Jucimar Nizer, “este aumento colabora com o HMDPF e inclusive melhora a autoestima dos médicos, pois havia um grupo de médicos totalmente insatisfeito com o que recebia e muitas vezes criticava diretamente a diretoria. Nós batalhamos, corremos atrás”, diz.

Segundo os membros da diretoria voluntária da entidade, as gestões anteriores não estavam pagando a produção dos médicos com os atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) e com o aumento do repasse por parte da Prefeitura Municipal para a compra de serviços os médicos plantonistas abdicaram a cobrança deste valor.

“Era uma dívida que o hospital tinha e não possuía recursos para pagar, o valor girava em torno de R$ 300 mil”, afirma Nizer que ainda complementa, “a maioria dos médicos estão abrindo mão destes valores (produções anteriores do SUS) que não foram pagas pelas gestões anteriores devido ao desiquilíbrio financeiro do hospital desde 2015, pois a entidade não possui valor para arcar com estas despesas e eles veem que o hospital colabora com o município”. Em breve a diretoria fará a divulgação de quais são estes médicos que abdicaram deste valor.

A diretoria vê que hoje o Hospital deu um salto muito grande, mas que ainda possui problemas financeiros, “não possuímos pendências com dividas e nossas certidões estão todas negativas, mas temos de pisar em ovos, não podemos vacilar na gestão, em 2018 já planejamos os gastos com os funcionários e despesas ocasionais como o décimo terceiro que gira em torno de R$ 200 mil, portanto cabe a diretoria fazer a gestão dos recursos e a comunidade continuar a colaborar com a entidade, seja nas ações voluntárias ou mesmo na participação em eventos que visem angariar recursos. Estamos indo bem, mas ainda precisamos da ajuda da comunidade, pois sem as ações sociais não sobreviveremos”, conclui o presidente.

Marcelo José Gawlik Tamparovski, vice-presidente da entidade afirma que vários médicos estão voltando a atuar no hospital, “pois acreditam na nova diretoria, além de inúmeras pessoas que veem prestando serviços voluntários para o hospital por acreditarem na gestão. Pleiteamos fazer a pintura do hospital, caso haja pintores que possam destacar algumas horas de trabalho voluntário para colaborar conosco, serão bem-vindos”, conclui.

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