O paciente possuía luxações recidivantes de ombro e optou por realizar a cirurgia para correção do seu problema no HMDPF.
(Fotos: Acervo Pessoal)

No dia 2 de fevereiro, a equipe médica do Hospital e Maternidade Doutor Paulo Fortes (HMDPF) realizou a primeira cirurgia por vídeo em ombro no centro cirúrgico que possui 53 anos de funcionamento. O paciente possuía luxações recidivantes de ombro e optou por realizar a cirurgia para correção do seu problema no HMDPF.

“O maior ponto positivo desta cirurgia é provar que em nosso hospital temos infraestrutura para realizar uma série de procedimentos modernos que estão sendo feitos nos hospitais de referência do nosso país”, afirma Douglas Ribas Schumann, ortopedista responsável pelo procedimento cirúrgico e que nasceu no HMDPF. O profissional além de trabalhar em ortopedia e traumatologia, realizou especialização em cirurgia de ombro e cotovelo.

Douglas explica que para a realização da cirurgia, solicitou que a empresa que forneceu o material descartável trouxesse a torre de vídeo e instrumental (pinças artroscópicas). A ótica utilizada para filmar a articulação foi emprestada do médico ortopedista João Carlos Piccinin. “O termo artroscopia significa um tipo de cirurgia para tratar doenças dentro de articulações (as juntas) com o auxílio de uma câmera”, informa Douglas. O médico destaca que a vantagem deste tipo de cirurgia é que dispensa a necessidade de grandes cortes (acessos cirúrgicos) utilizados nas cirurgias tradicionais. “A cirurgia causa menor dor pós-operatória, maior facilidade de recuperação e menor tempo de retorno ao trabalho.”

O procedimento foi realizado com anestesia local com a sedação feita pelo médico anestesista Luiz Bigarelli. Douglas esclarece que este tipo de anestesia ocasiona um menor sangramento, redução da dor pós-operatória, que dura até 20 horas após a cirurgia. “Isto permitiu que o ato cirúrgico fosse realizado rapidamente com um sangramento mínimo e que o paciente não sentisse dores no pós-operatório.”

O objetivo da anestesia local, associada à sedação, é proporcionar ao paciente a ausência de dor. Isto faz com que a pressão arterial não suba durante a cirurgia e por consequência há redução no sangramento intra-operatório. “A inconsciência da anestesia (dormir) não significa ausência de dor, pois se o paciente dorme ele pode estar apenas sob efeitos de medicamentos que impedem a contração muscular, porém sem a ação de medicamentos que causem sedação (anestesia) na veia ou através de anestesia local, o paciente sentirá dor durante a cirurgia.”

Com a anestesia local o estímulo doloroso não ocorre e o stress cirúrgico no organismo diminui, trazendo mais conforto para o cirurgião e paciente. “Sendo mais prático, com a anestesia local associada a geral cortamos o fio da dor que vem do membro operado e vai até o nosso cérebro.”

A cirurgia foi um marco para a história da entidade. Seja um colaborador da saúde municipal. Para doar uma quantia para o Hospital envie um e-mail para doacaohmdpf@gmail.com. Você receberá uma guia para preencher e aderir as doações via conta de luz da Copel.

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