Vídeo divulgado pelos advogados do ex-deputado. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) emitiu mandado de prisão preventiva imediata ao ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho (PSB-PR). O documento seguiu em sigilo até a decisão. Carli Filho é responsável pela morte de dois jovens e a impetração de 33 recursos protelatórios, no ano de 2009.

Em 2018, Carli Filho foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, por duplo homicídio com dolo eventual, pela morte de Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida. O político deveria responder pelo crime em liberdade até a sentença em segunda instância.

Durante o julgamento passado, o ex-deputado assumiu a culpa pela morte dos rapazes. Emocionado, disse que não teve intenção de matá-los e reforçou não ser um assassino. “Se eles não tinham intenção de morrer, eu também não tinha a intenção de matar”, afirmou. A ocasião foi uma das primeiras vezes na qual o acusado ficou frente a frente com os familiares das vítimas.

Em um dos momentos mais marcantes do julgamento, o ex-deputado se dirigiu em especial às mães dos jovens: “Sei que eu nunca tive a oportunidade de pedir desculpas pelo que eu causei. Os filhos de vocês morreram, e eu quero, do fundo do meu coração, pedir desculpas”.

Os garotos foram mortos segundos após o Passat blindado conduzido pelo ex-deputado ter decolado do asfalto e arrancado o teto do Honda Fit onde os jovens estavam e a cabeça do universitário Gilmar Rafael Yared. O amigo dele, Carlos Murilo, o acompanhava no veículo e também não sobreviveu.

O carro do político estava a uma velocidade superior a 160 km/h, segundo a perícia local. O deputado admitiu ter consumido bebida alcoólica antes de assumir o volante, em um restaurante da capital paranaense, onde esteve acompanhado por amigos.

Christiane Yared

Em entrevista ao Metrópoles, a deputada federal Christiane Yared (PR-PR) disse que a madrugada na qual agentes funerários bateram à sua porta com a notícia da morte dos garotos foi um dos “piores dias da vida”.

“Mãe nenhuma deveria enterrar um filho. Eu tive que me envolver com outras famílias, e muitas pessoas pediam socorro”, afirmou Christiane Yared. A partir da tragédia, a parlamentar resolveu transformar a dor em bandeira, ao criar o Instituo Paz no Trânsito.

Segundo ela, o filho não foi enterrado: “Nós o plantamos, para dar frutos”. A declaração é uma alusão à participação da mãe deputada no combate à violência nas vias do país, que coloca o Brasil como um dos recordistas mundiais em mortes no trânsito. “O país está em guerra. Estamos perdendo por dia quase 200 brasileiros, uma sequela por minuto. São números inaceitáveis”, declarou.

Fonte: Metropoles

Redação do jornal Gazeta Informativa

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
Novo valor do DPVAT valerá para todo o ano de 2019
“Má Conduta”: Escritor local lança livro de contos de suspense em dezembro
Dia do Campo Limpo é realizado na escola municipal do Pontilhão

Deixe seu comentário

*