Política e Cidadania

Professor Pabis Tadico é pré-candidato a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores

Foto: Gazeta Informativa

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“Lembro que a palavra ‘política’ vem da palavra grega ‘pólis’, que significa ‘cidade’. Então, a política verdadeira é a gestão da cidade, da comunidade como um todo, da área urbana e rural, focada sempre no bem comum de todos, e este sempre foi o meu desafio pessoal: trabalhar pelo bem da coletividade, ou seja, pensar em políticas públicas que beneficiem o maior número de cidadãos, a curto e longo prazo”, é o que diz o pré-candidato a prefeito de São Mateus do Sul, professor, vereador e funcionário da Petrobras, Luiz Cesar Pabis.

Mais do que um desafio, a própria Constituição Federal no artigo 37 exige que o gestor público respeite cinco princípios fundamentais: a legalidade (agir sempre de acordo com a lei), a impessoalidade (tratar todos da mesma forma, sem privilégios). Moralidade (agir de foram correta, ética). Publicidade (dar transparência aos atos). Eficiência (executar as ações com planejamento eficaz). “Como vereador eu já tenho seguido estes 5 princípios da administração pública. Entendo também que a administração pública deve ter uma gestão que busca o equilíbrio das contas, ter uma boa gestão orçamentária, prestar atenção nos custos e zelar pela manutenção patrimonial. Deve também buscar uma constante valorização e a qualificação dos servidores, pois todos prestam importantes serviços à comunidade”, completa.

Diante da queda de arrecadação que todos os municípios estão passando, não somente São Mateus do Sul, “com certeza o desafio será fazer um planejamento responsável a médio e longo prazo, sem deixar de atender as necessidades da população. Tem que usar o dinheiro do orçamento com inteligência. A prestação de serviços deve estar em consonância com o equilíbrio financeiro/orçamentário. Isto se chama responsabilidade fiscal. Penso assim: o desafio é a nossa energia. Sou matemático e sei que as contas precisam fechar. É questão de elencar as prioridades do município e correr atrás, buscar recursos estaduais e federais, com o objetivo de manutenção dos serviços e, porque não, ampliação e otimização dos investimentos no município”, destaca.

Pabis é graduado em Matemática e funcionário da Petrobras desde 1989, e desde 2013 ocupa também o cargo de vereador da Câmara de Vereadores de São Mateus do Sul “com muita honra, transparência, ética e responsabilidade”, destaca. Mas, principalmente, segundo ele, com muito diálogo com a sociedade, sempre buscando ser uma ponte entre as demandas coletivas da sociedade e o Poder Executivo. Foi professor em escolas da rede pública e particular, além de docente da faculdade em Irati. Por escolha da sociedade são-mateuense foi presidente da APAE por seis anos, de 2005 até 2010, bem como Conselheiro Municipal da Saúde, no qual representava a Pastoral da Criança.

Estas atividades, Pabis considera como oportunidades em que pode desenvolver qualidades, as quais, considera ideais e essenciais a um gestor público: capacidade de comunicação tanto para ouvir os anseios da população de São Mateus do Sul, tanto para falar dos planos e realizações para a cidade. Ter espírito público, trabalhar em equipe, ter capacidade de articulação, planejamento, responsabilidade, humanismo, dinamismo e compromisso com a transparência.

Pabis gosta de lembrar que entrou na Câmara de Vereadores conquistando os votos pelo seu perfil e nunca através de qualquer tipo de assistencialismo, pois considera que isto já configura uma compra de voto, uma forma de corrupção já no início da campanha. “Tenho um perfil que sempre respeitou as posições contrárias, as divergências, pois considero que no debate deve vencer sempre os melhores argumentos, e quem tem que ganhar no final é a população. Em todos os projetos de lei, eu votei seguindo a legalidade e o parecer jurídico da câmara, e estou prestando conta do mandato para a população”, comenta.

No cenário geral do país, o pré-candidato é otimista. “A nossa democracia é jovem e está amadurecendo. Três fatos novos surgiram: 1) está sendo escancarada pela primeira vez a corrupção que sempre existia desde a ditadura, entre o setor público e as empresas privadas (empreiteiras). 2) Também de forma inédita, o crescimento das redes sociais e a criação dos portais de transparência colocaram uma vigilância 24h sobre os políticos e sobre as suas ações. 3) O PT, juntamente com outros partidos, e com apoio de aproximadamente 100 instituições como: a OAB, CNBB, UNE, conseguiram aprovar limites para o financiamento privado de campanhas, que era a origem da maior distorção da democracia: a crise da representatividade, e também o maior foco de corrupção no país. Enfim, a democracia está avançando, todos nós estamos em fase de aprendizado em termos de consciência cidadã, fiscalização e participação na vida política. As instituições estão funcionando, os órgãos competentes estão investigando os desvios e as leis sendo aperfeiçoadas”, fala.

Para Pabis, o congresso nacional, que é a grande casa política do país, deveria estar empenhado em apontar as soluções rápidas para a crise, mas agiu no sentido contrário, ou seja, aprofundou ainda mais a crise, potencializou as rixas partidárias, dividiu o país, aderiu às chamadas pautas bomba para minar o orçamento federal, apostou no quanto pior melhor, e assim, aprofundou as incertezas no mercado amplificando ainda mais o efeito de retração. O maior desafio político é restabelecer a representatividade efetiva do povo nos órgãos de poder. A mini reforma política, que diminuiu o tempo de campanha tem o objetivo de diminuir os enormes valores gastos nas campanhas, foi uma decisão positiva”.

Mesmo com a situação política conturbada e com a classe política desacreditada, Pabis está colocando, de forma tranquila, o seu nome para a disputa política. “Não podemos generalizar. Há pessoas de valor na política. Toda generalização não é inteligente. Quando se está preparado e com vontade de fazer a diferença na vida das pessoas, vale a pena. A política sempre será muito importante. Vejam o que disse o Papa Francisco, em 2015: ‘Devemos nos envolver na política porque a política é uma das formas mais elevadas da caridade, porque ela procura o bem comum’”.

Pabis pede aos jovens que não comprem o discurso negativista sobre a política porque, “na verdade, a política é um grande instrumento, senão o maior que existe para proporcionar mudanças e melhorias nas condições de vida de um país inteiro”, destaca.

Segundo Pabis, há tendência de composição com outras siglas, afinal, este período de pré-candidatura também é para estudar isto. “Havendo confirmação nós comunicaremos aos eleitores”, conclui.

O jornal busca agir na isonomia, abrindo espaços para todos os pré-candidatos. Anteriormente, outros pré-candidatos já puderam expor suas proposições. Tudo dentro das prerrogativas legais, respeitando pessoas, opiniões e, principalmente, a legislação em vigor. Na sequência, outros terão a mesma oportunidade.

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