(Fotos: Reprodução / Instagram: @marinaparaclimber)

Por Razões Para Acreditar

É ouro!! A professora Marina Dias, do Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ficou em 1º lugar na Copa do Mundo de Paraescalada, realizada em Salt Lake City (EUA), nos dias 24 e 25 de maio. Além da vitória inédita, ela entrou para a história como a primeira brasileira a participar de uma competição internacional de paraescalada.

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Marina, de Taubaté (SP) foi diagnosticada com esclerose múltipla em 2009 e encontrou na prática esportiva uma forma se manter ativa e evitar a progressão da doença. Ela, que tem um comprometimento de força do lado esquerdo do corpo, foi escolhida pela Associação Brasileira de Escalada Esportiva (ABEE) para representar o Brasil na Copa do Mundo, na categoria RP3, depois de se sagrar bicampeã da paraescalada nos anos de 2020 e 2021.

Através de uma bolsa do Programa de Amparo ao Desporto Amador de Taubaté, Marina conseguiu parte dos recursos para custear as despesas da viagem até os Estados Unidos. Antes da escalada, a professora universitária era apaixonada por corrida. Por alguns anos, ela manteve o Grupo de Corrida do ICT, em que estudantes e servidores faziam treinos perto do campus no fim da tarde. “Depois de um tempo, passei a sentir muita dor ao correr e fui procurar outros esportes. Encontrei a escalada e foi amor à primeira vista”, contou.

Depois do expediente, Marina treina todos os dias da semana, revezando intensos treinos de fortalecimento e flexibilidade em casa e treinos de escalada no ginásio. “Às vezes, eu ia treinar às 20h ou 21h, quando o trabalho se prolongava muito. Os treinos são minha válvula de escape, são o meio para eu controlar o estresse do dia a dia e descontrair depois de um dia duro”, revelou.

Na final da Copa do Mundo de Paraescalada, Marina competiu com paratletas da Holanda, Estados Unidos, Eslovênia e Alemanha, sendo a única representante da América Latina. A medalha de ouro veio em sequência. “Foi uma experiência incrível, estou me sentindo muito honrada. Por muitas vezes, eu pensei que não merecia estar ali. Afinal, sou professora e atleta amadora, mas acho que o recado é que nós podemos e devemos ocupar todos os espaços. Com dedicação, foco e persistência, podemos chegar lá no topo, mesmo depois de passarmos por momentos difíceis”, destacou.

Fonte: ICT Unifesp

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