Educação e Cultura

Professoras que atuam com o atendimento especializado aos alunos com deficiência da rede municipal participam de curso

Durante a realização da capacitação que durou 3 dias, as professoras participantes confeccionaram materiais que serão utilizados em sala de aula diretamente com os alunos. (Alexandre Müller/Gazeta Informativa)

A Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC), realizou nos dias 26, 27 e 28 de junho, curso de capacitação em parceria com profissionais do Centro de Atendimento para Deficientes Visuais da cidade de Francisco Beltrão. O curso foi na sede da SEMEC.

As profissionais Josiane Aparecida Vieira Brenner, Márcia Regina Vissoto Carletto, Maristela Vanin Pinto, especialistas em atendimento pedagógico à deficientes visuais, ministraram o curso: a construção do conceito de números e o pré sorabã através de jogos e materiais concretos.

O sorobã ou ábaco, aparelho de cálculo de procedência japonesa, é adaptado para o uso de deficientes de visão. Ele vem merecendo crescente aceitação no ensino especializado, em virtude da rapidez e da eficiência na realização das operações matemáticas: adição; subtração; multiplicação; divisão; radiciação; e potenciação. Ele possui baixo custo e grande durabilidade.

A capacitação foi destinada à 25 professoras e coordenadoras de salas de recursos e classes especiais da rede municipal de ensino de São Mateus do Sul. Nos três dias de curso, muitos conteúdos foram abordados e materiais confeccionados, para uso exclusivo junto aos alunos.

As responsáveis pela organização da capacitação, Lucimara Krichak, assessora pedagógica da Educação Especial e Roseli Ferreira, assessora pedagógica da SEMEC, garantiram que a oficina propiciou às profissionais envolvidas muitas experiências no desenvolvimento de atividades e ações para o trabalho direto com os alunos na aprendizagem da matemática.

O principal objetivo com a realização da capacitação foi compreender a importância de utilizar jogos e materiais concretos para a construção dos conceitos matemáticos.

Hoje a rede municipal de ensino auxilia 200 alunos com atendimento especializado, dentre 3 classes especiais que atendem alunos com deficiência intelectual, 17 salas multifuncionais que atendem alunos com dificuldade de aprendizagem, 1 centro de estimulação visual (DV) e 30 alunos que são atendidos com segundo professor nas salas de aula do ensino regular.

O uso do sorobã

No Brasil, o sorobã foi introduzido pelos imigrantes Japoneses no ano de 1908, que o consideravam indispensável para cálculos matemáticos. Sua divulgação só ocorreu em 1956, com a chegada do professor Furkutaro Kato. A fim de apresentar formas alternativas a serem utilizadas por pessoas cegas, possibilitando a essa clientela adquirir conhecimentos acadêmicos, o sorobã foi adaptado para uso dos cegos desde 1949, pelo brasileiro Joaquim Lima de Moraes.

Segundo as idealizadoras da capacitação, a responsabilidade do professor é muito importante para a boa iniciação matemática, formando a estrutura de toda a aprendizagem. O valor do material didático não está em si mesmo, mas na utilização que dele se faz.

De nada vale contar com um material didático rico e sofisticado se este não for utilizado de forma adequada ou não corresponder à situação de aprendizagem e ao seu objetivo. O gosto e a compreensão das atividades que envolvem a matemática, iniciam-se bem antes do aluno saber o que é a disciplina em si. As primeiras contagens e conceitos básicos envolvendo a matemática, já nos primeiros anos de vida, farão a diferença no desenvolvimento de futuros cálculos.

Utilizar tampinhas, palitos, brinquedos, por exemplo, como período preparatório ao uso do sorobã, fornece ao aluno o tempo necessário para a compreensão e a construção dos conceitos a serem adquiridos. O ponto mais relevante é que o sorobã deve ser bastante explorado para o treinamento da coordenação motora e familiarização, já no início de sua utilização.

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